Crise de Asma Pediátrica: Manejo e Diretrizes GINA 2024

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Um escolar de 7 anos com 32 quilos é admitido na Emergência Pediátrica com história de tosse e cansaço há 12 horas. Ao exame clínico, o menor encontra-se agitado, com frequência respiratória de 40 incursões por minuto, estertores e sibilos em ambos os hemitórax, SatO2 89%, com tiragem subcostal e intercostal. De acordo com as recomendações atuais (GINA 2024), qual das alternativas abaixo descreve CORRETAMENTE uma opção terapêutica (com nível de evidência

Alternativas

  1. A) a ser estabelecida para este paciente na unidade de pronto atendimento? A) O uso de beta 2 agonista de curta ação de forma contínua (nebulização) tem uma eficácia superior em relação ao uso desta droga na forma de spray com espaçador.
  2. B) Beta 2 agonista de curta ação intravenoso, com dose de ataque de 100 mcg/ kg e uma manutenção com dose inicial de 5 mcg/kg/minuto deve ser indicado se ocorrer falha terapêutica após a primeira hora de tratamento.
  3. C) 1 ml de epinefrina intramuscular, dose única, reduz o risco de internamento e deve ser realizada após a primeira hora do tratamento inicial.
  4. D) Salmeterol associado a beclometasona devem ser instituídos após a primeira hora do tratamento inicial deste paciente, sendo essa combinação superior ao uso isolado de salmeterol.
  5. E) O uso de corticoide oral é tão efetivo quanto a apresentação venosa; esta droga, no entanto, levará em torno de 4 horas para promover alguma melhora clínica ao paciente.

Pérola Clínica

Crise de asma → SABA (spray + espaçador) = nebulização; Corticoide oral = IV (início de ação ~4h).

Resumo-Chave

Na crise de asma, o uso de spray com espaçador é preferível à nebulização por ser igualmente eficaz e apresentar menos efeitos colaterais. O corticoide sistêmico deve ser precoce, via oral ou IV.

Contexto Educacional

O manejo da crise de asma em pediatria foca na reversão rápida da obstrução ao fluxo aéreo e na redução da inflamação brônquica. As evidências atuais sustentam que o uso de espaçadores para administração de broncodilatadores é o padrão-ouro. A avaliação da gravidade deve ser contínua, utilizando parâmetros como oximetria de pulso, frequência respiratória e uso de musculatura acessória. As diretrizes do GINA 2024 reforçam a importância da corticoterapia sistêmica precoce para prevenir recaídas e reduzir a morbidade. Em casos refratários, a escalada terapêutica inclui o uso de brometo de ipratrópio e, eventualmente, magnésio IV, sempre monitorando sinais de insuficiência respiratória iminente.

Perguntas Frequentes

Qual a via preferencial para o beta-2 agonista na crise de asma?

Segundo o GINA 2024, o uso de beta-2 agonista de curta ação (SABA) via spray (pMDI) acoplado a um espaçador valvulado é a via preferencial na maioria das crises, apresentando eficácia equivalente à nebulização, mas com menor incidência de taquicardia e maior facilidade de administração em ambiente de emergência.

Quando indicar corticoide sistêmico na exacerbação de asma?

O corticoide sistêmico deve ser administrado precocemente em todas as crises moderadas a graves. A via oral é tão eficaz quanto a via intravenosa e deve ser preferida se o paciente tolerar a ingestão. O tempo para início da melhora clínica significativa após a administração é de aproximadamente 4 a 6 horas.

O uso de sulfato de magnésio é indicado na asma pediátrica?

O sulfato de magnésio intravenoso (dose única de 40-50 mg/kg) pode ser considerado em pacientes com exacerbações graves que não respondem ao tratamento inicial com SABA e corticoides na primeira hora, visando reduzir a necessidade de internação hospitalar.

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