UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Paciente com 9 anos de idade, asmático e também portador de rinite alérgica apresenta crise de asma classificada como moderada. Trazido à UPA devido à crise de asma, evolui com melhora satisfatória após a segunda hora de tratamento. Com base nesse caso, NÃO se recomenda(m)
Crise de asma moderada: LABA NÃO é para resgate agudo; usar SABA + corticoide oral.
Em uma crise aguda de asma, especialmente moderada, o tratamento de resgate foca em broncodilatadores de curta ação (SABA) e corticosteroides sistêmicos (orais). Beta-2 agonistas de longa ação (LABA) são para controle de manutenção e nunca devem ser usados isoladamente ou como medicação de resgate em crises.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de hospitalização pediátrica. As crises de asma, ou exacerbações, são episódios de piora progressiva da falta de ar, tosse, sibilância e aperto no peito, exigindo tratamento imediato. O manejo adequado da crise é crucial para evitar complicações e garantir a recuperação do paciente, sendo um tópico de grande relevância para residentes de pediatria e emergência. No contexto de uma crise de asma moderada, o tratamento visa reverter a broncoconstrição e a inflamação. Isso é alcançado primariamente com broncodilatadores de curta ação (SABA), como o salbutamol, e corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos), que reduzem a inflamação subjacente. A melhora satisfatória após algumas horas de tratamento indica uma boa resposta à terapia inicial, mas a vigilância e a orientação para o tratamento de manutenção são essenciais. É fundamental diferenciar as medicações de resgate das medicações de controle. Beta-2 agonistas de longa ação (LABA), como o formoterol ou salmeterol, são utilizados para o controle de manutenção da asma, sempre em combinação com corticosteroides inalatórios, e nunca devem ser usados como monoterapia ou para o alívio rápido dos sintomas em uma crise aguda. Além disso, orientações sobre fatores desencadeantes, como o tabagismo passivo, e o tratamento de comorbidades como a rinite alérgica, são partes integrantes do plano de manejo global da asma.
A conduta inicial para uma crise de asma moderada em crianças inclui a administração de beta-2 agonistas de curta ação (SABA) por via inalatória e corticosteroides sistêmicos (geralmente orais), para reduzir a inflamação e promover a broncodilatação.
Os LABAs não são recomendados em crises agudas de asma porque seu início de ação é lento e eles não proporcionam o alívio rápido necessário. Sua função é o controle de manutenção da asma, em combinação com corticoides inalatórios, para prevenir futuras exacerbações.
A rinite alérgica é uma comorbidade comum e importante na asma, podendo piorar o controle da doença. O tratamento adequado da rinite, com corticosteroides nasais e anti-histamínicos, é fundamental para melhorar o controle da asma e reduzir a frequência das crises.
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