UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Sobre a crise de asma na infância, assinale a alternativa INCORRETA.
Brometo de Ipratrópio na asma: indicado em crises moderadas/graves, associado a beta2 agonistas, mas NÃO mantido na internação.
O brometo de ipratrópio é um broncodilatador anticolinérgico útil nas crises moderadas e graves de asma em crianças, sempre em associação com beta2 agonistas de curta duração. No entanto, seu uso é restrito à fase aguda da crise, não sendo mantido durante o período de internação após a melhora inicial, diferentemente dos beta2 agonistas.
A crise de asma na infância é uma das emergências pediátricas mais comuns, exigindo reconhecimento rápido e tratamento eficaz para prevenir desfechos adversos. É caracterizada por um agravamento agudo dos sintomas de asma, como tosse, sibilância, dispneia e opressão torácica, devido à broncoconstrição, inflamação e hipersecreção de muco. O tratamento inicial envolve Beta2 Agonistas de curta duração (SABAs) por via inalatória, que são a base da terapia. Corticoides sistêmicos (orais ou IV) são essenciais para reduzir a inflamação. Em crises moderadas a graves, o Brometo de Ipratrópio, um anticolinérgico, pode ser adicionado aos SABAs para um efeito broncodilatador sinérgico, mas seu uso é agudo e não de manutenção. Outras terapias incluem oxigenoterapia e, em casos refratários, sulfato de magnésio intravenoso. A radiografia de tórax não é rotineira, sendo reservada para suspeita de complicações. O manejo adequado visa reverter a obstrução das vias aéreas e prevenir a progressão da crise, com alta hospitalar somente após estabilização e plano de ação claro.
Os Beta2 Agonistas de curta duração (SABAs) são a primeira linha no tratamento da crise de asma, atuando como broncodilatadores potentes. Devem ser administrados por via inalatória a cada 20 minutos na primeira hora, se necessário.
O Brometo de Ipratrópio é indicado em crises moderadas e graves de asma em crianças, sempre associado aos Beta2 Agonistas de curta duração, para potencializar a broncodilatação. Seu uso é limitado à fase aguda.
Não, a radiografia de tórax não é indicada de rotina nas exacerbações de asma. Ela deve ser considerada apenas em casos de suspeita de complicações como pneumonia, pneumotórax ou atelectasia, ou em crises muito graves sem resposta ao tratamento.
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