IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Escolar de 8 anos, com diagnóstico prévio de asma, veio trazido pelo pai ao PS com quadro de dispneia. Apresentou quadro gripal recentemente, tendo evoluído com crise de asma. Ao exame físico, apresenta murmúrio vesicular universalmente audível, com sibilos difusos bilateralmente, e saturação periférica de O₂ de 95%, havendo esforço respiratório leve a moderado; frequência respiratória de 18 irpm. A abordagem inicial deve ser:
Crise de asma moderada → β2-agonista (3 doses/1h) + Corticoide sistêmico precoce.
O tratamento da crise de asma moderada exige o uso agressivo de broncodilatadores de curta ação associados à corticoterapia sistêmica para reduzir a inflamação e prevenir hospitalizações.
O manejo da crise asmática na criança baseia-se na avaliação da gravidade através de escores clínicos (como o PRAM ou escore de Wood-Downes). O paciente descrito apresenta sinais de crise moderada (esforço respiratório leve a moderado e sibilos difusos). O pilar do tratamento é a terapia de resgate com beta-2-agonistas de curta duração (SABA). A estratégia de 'ciclos' de 20 em 20 minutos na primeira hora permite uma saturação dos receptores e resposta clínica mais robusta. A associação com corticosteroides (prednisolona oral 1-2 mg/kg) é mandatória para tratar o componente inflamatório. A via oral é preferível à endovenosa pela mesma eficácia e menor invasividade. A resposta após a primeira hora de tratamento ditará a necessidade de internação ou possibilidade de alta com plano de ação domiciliar.
Para crianças em crise de asma moderada, a recomendação atual (baseada em protocolos como o GINA) é a administração de salbutamol via spray (MDI) com espaçador, na dose de 2 a 10 puffs (dependendo do peso e gravidade), a cada 20 minutos durante a primeira hora. Essa fase de 'ataque' visa reverter rapidamente o broncoespasmo. O uso de espaçadores é preferível à nebulização por ser igualmente eficaz, mais rápido e apresentar menos efeitos colaterais.
O corticoide sistêmico (oral ou venoso) é fundamental porque a asma é uma doença inflamatória. Enquanto o salbutamol atua no músculo liso brônquico, o corticoide reduz o edema da mucosa e a produção de muco, além de aumentar a expressão de receptores beta-adrenérgicos. Sua administração precoce (na primeira hora) reduz significativamente as taxas de internação e o risco de recidiva após a alta do pronto-socorro.
A oxigenioterapia deve ser iniciada sempre que a saturação periférica de oxigênio (SpO2) estiver abaixo de 94% em ar ambiente. O objetivo é manter a SpO2 entre 94% e 98%. No caso clínico apresentado, a saturação era de 95%, o que indica que o oxigênio suplementar não é a prioridade imediata, mas o paciente deve ser monitorado continuamente enquanto recebe o tratamento broncodilatador.
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