HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2023
Criança do sexo masculino de 7 anos de idade é admitida na unidade de emergência com desconforto respiratório. Há 2 dias, o paciente iniciou com quadro de coriza, que evoluiu nas últimas 24 horas com cansaço para respirar. Ao exame físico está em regular estado geral, pálido e com tiragem subdiafragmática e de fúrcula. Apresenta saturação periférica de oxigênio de 89% em ar ambiente, frequência respiratória de 40ipm, frequência cardíaca de 135bpm e temperatura axilar de 36,6ºC. Ausculta pulmonar apresenta murmúrios vesiculares reduzidos globalmente, com sibilos inspiratórios e expiratórios, além de tempo expiratório prolongado. Tem história prévia de asma e faz uso contínuo de beclometasona inalatória. Na unidade de emergência foi iniciado tratamento com salbutamol inalatório e corticoide sistêmico. Sobre o caso clínico, assinale a alternativa correta:
Crise de asma grave em criança (SatO2 <90%, tiragem, FR/FC elevadas) → Salbutamol, corticoide sistêmico; se refratário, sulfato de magnésio.
O paciente apresenta critérios de crise de asma grave (saturação <90% em ar ambiente, tiragem, taquipneia, taquicardia, sibilos e tempo expiratório prolongado). O tratamento inicial inclui broncodilatadores (salbutamol) e corticoide sistêmico. Em casos de má resposta, o sulfato de magnésio endovenoso é uma terapia adjuvante eficaz.
A crise de asma é uma das emergências pediátricas mais comuns, e sua correta avaliação e manejo são cruciais para evitar desfechos desfavoráveis. A identificação precoce de uma crise grave, baseada em parâmetros clínicos como saturação de oxigênio, frequência respiratória e cardíaca, e presença de tiragem, é o primeiro passo para um tratamento eficaz. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, inflamação das vias aéreas, edema de mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. O tratamento visa reverter esses processos. O diagnóstico de gravidade é essencial para guiar a terapia, com a saturação de oxigênio sendo um indicador chave. O tratamento inicial de uma crise de asma grave inclui broncodilatadores de curta ação (como salbutamol) e corticoides sistêmicos. Se não houver resposta adequada, terapias adjuvantes como o sulfato de magnésio endovenoso devem ser consideradas, pois promovem relaxamento da musculatura lisa brônquica. A intubação orotraqueal é uma medida de último recurso para falência respiratória iminente.
Sinais de crise de asma grave em crianças incluem saturação de oxigênio <90% em ar ambiente, tiragem subdiafragmática e de fúrcula, taquipneia, taquicardia, agitação, dificuldade para falar e ausculta pulmonar com sibilos intensos ou abolição de murmúrios vesiculares.
O sulfato de magnésio deve ser considerado como terapia adjuvante em crianças com crise de asma grave que não respondem adequadamente ao tratamento inicial com broncodilatadores inalatórios (salbutamol) e corticoides sistêmicos, visando potencializar a broncodilatação.
O corticoide sistêmico é fundamental no manejo da crise de asma, pois atua reduzindo a inflamação das vias aéreas, diminuindo o edema e a hipersecreção de muco. Sua administração precoce melhora a resposta aos broncodilatadores e previne a progressão da crise.
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