Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Paciente 25 anos, sexo feminino, com história de asma desde a infância, em uso de broncodilatador com beta de longa duração e corticoide inalatório em associação. Procura o prontosocorro com dispneia intensa, uso de musculatura acessória, fala entrecortada e SpO₂ 85% em ar ambiente. Ao exame físico apresentava pressão arterial 124 x 80 mmHg, frequência cardíaca 118 bpm, murmúrio vesicular presente com sibilos difusos na ausculta pulmonar. Assinale a alternativa que indica a conduta inicial correta:
Fala entrecortada + SpO2 < 90% → Crise grave: SABA + Corticoide sistêmico + O2 imediato.
O tratamento da exacerbação grave foca na reversão rápida da obstrução com broncodilatadores e redução da inflamação com corticoides, garantindo oxigenação acima de 93-95%.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica. Na emergência, a classificação da gravidade é clínica. Pacientes com SpO2 < 90% ou sinais de exaustão respiratória devem receber tratamento agressivo imediato. A combinação de beta-2 agonista de curta ação (SABA) e corticoide sistêmico é o padrão-ouro para reduzir a mortalidade e a taxa de internação hospitalar.
Os sinais de gravidade incluem a incapacidade de completar frases (fala entrecortada), uso de musculatura acessória, frequência respiratória elevada (>30 irpm), frequência cardíaca >120 bpm e saturação de oxigênio em ar ambiente inferior a 90%. A presença de tórax silencioso é um sinal de extrema gravidade (insuficiência respiratória iminente). O manejo deve ser imediato com oxigênio, broncodilatadores de curta ação (SABA) e corticoide sistêmico, preferencialmente oral se o paciente tolerar, ou venoso em casos críticos.
Embora os broncodilatadores tratem o broncoespasmo agudo, a asma é uma doença inflamatória. O corticoide sistêmico reduz a inflamação da via aérea, diminui o edema de mucosa e a produção de muco, além de prevenir recidivas precoces. Ele deve ser administrado o mais rápido possível em todas as crises moderadas a graves, pois seu efeito clínico pleno demora de 4 a 6 horas para se manifestar.
O sulfato de magnésio endovenoso (2g em dose única) é indicado em pacientes com exacerbações graves que não respondem ao tratamento inicial com SABA, brometo de ipratrópio e corticoides, ou naqueles que apresentam hipoxemia persistente. Ele atua como um broncodilatador adicional através do bloqueio dos canais de cálcio na musculatura lisa brônquica.
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