HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
MJ, sexo masculino, 18 anos foi levado pela mãe ao pronto-socorro devido a falta de ar e dor torácica. Refere crises de tosse e falta de ar com piora progressiva, desde quando voltou da praia, há 10 dias. Lá jogou vôlei com os amigos e dormiu na casa da família que estava fechada há mais ou menos um ano. Apresentou quadro gripal a 15 dias atrás. Mãe refere que MJ apresentava alergia a pó e mofo na infância e episódios semelhantes ao atual que melhoravam com inalação com fenoterol, o que não ocorreu desta vez. A última crise que ambos se lembram foi quando MJ tinha 9 anos. O exame físico revela paciente com IMC: 18 kg/m2, agitado, taquidispneico (FR: 28 ipm), FC: 130 bpm, com presença de pulso paradoxal, murmúrio vesicular difusamente diminuído sem ruídos adventícios, mantendo decúbito elevado. Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas, normofonéticas sem sopros. Dentre as opções, a principal hipótese diagnóstica para este paciente é
Crise de asma grave → Taquidispneia, pulso paradoxal, MV ↓, história de atopia/asma.
O quadro clínico de um paciente jovem com histórico de atopia e asma, apresentando taquidispneia, taquicardia, pulso paradoxal e murmúrio vesicular diminuído, é altamente sugestivo de uma crise de asma grave, especialmente após exposição a alérgenos.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, particularmente à noite ou pela manhã. As crises asmáticas são exacerbações agudas dos sintomas, frequentemente desencadeadas por alérgenos, infecções virais ou irritantes. A identificação e o manejo rápido de uma crise grave são cruciais para prevenir desfechos adversos. O diagnóstico de uma crise de asma grave é clínico e baseia-se na história de asma prévia ou atopia, exposição a desencadeantes e nos achados do exame físico. Sinais como taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória, pulso paradoxal (queda da PAS >10 mmHg na inspiração), e murmúrio vesicular difusamente diminuído ou ausente são indicativos de obstrução grave do fluxo aéreo e iminência de falência respiratória. A ausência de sibilância pode ser um sinal ominoso, indicando fluxo de ar extremamente limitado. O tratamento de uma crise de asma grave envolve a administração de broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas), corticosteroides sistêmicos e oxigenoterapia. Em casos refratários, pode ser necessário o uso de sulfato de magnésio ou ventilação não invasiva/invasiva. A educação do paciente sobre fatores desencadeantes e plano de ação para crises é fundamental para o controle da doença a longo prazo.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, uso de musculatura acessória, pulso paradoxal, murmúrio vesicular diminuído ou ausente, cianose e alteração do nível de consciência.
O pulso paradoxal é uma queda na pressão arterial sistólica >10 mmHg durante a inspiração. Na asma grave, indica aumento do esforço respiratório e aprisionamento aéreo, sendo um sinal de obstrução grave.
O murmúrio vesicular diminuído ou ausente indica fluxo de ar muito restrito devido à broncoconstrição severa e aprisionamento aéreo, sendo um sinal de gravidade e iminência de falência respiratória.
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