FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um menino de 11 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma, que já fazia uso de corticoide inalatório de maneira regular, passou a apresentar um quadro de coriza e de espirros e evoluiu com febre (tax.: 37,8 °C), tosse seca e dispneia. O garoto fez uso de salbutamol, em casa, conforme orientação médica em casos de crise, e não apresentou melhora. Foi levado pelos pais para o pronto‑socorro e, ao exame físico, encontrava‑se em regular estado geral, com fala entrecortada e tiragem subcostal. Na ausculta pulmonar foi observado murmúrio vesicular diminuído globalmente. Outros resultados: FR: 40 ipm; sat.: 88%; e FC: 110 bpm. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Criança com asma + fala entrecortada + tiragem + Sat O2 < 90% → Crise de asma grave = iniciar O2 e broncodilatador.
Os sinais clínicos apresentados pelo garoto, como fala entrecortada, tiragem subcostal, murmúrio vesicular diminuído, taquipneia (FR 40 ipm) e hipoxemia (Sat O2 88%), são indicadores claros de uma crise de asma grave. Nesses casos, a conduta imediata inclui oxigenoterapia e broncodilatadores de ação rápida, além de corticosteroides sistêmicos.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente. As exacerbações agudas, ou crises de asma, são eventos comuns que podem variar de leves a potencialmente fatais. O reconhecimento rápido da gravidade da crise é fundamental para um manejo eficaz e para prevenir desfechos adversos. Infecções virais das vias aéreas superiores (IVAS) são um gatilho frequente para crises de asma em crianças. O diagnóstico da gravidade da crise de asma é clínico e baseia-se na avaliação de parâmetros como frequência respiratória, frequência cardíaca, uso de musculatura acessória, capacidade de fala, nível de consciência e saturação de oxigênio. No caso apresentado, a fala entrecortada, tiragem subcostal, taquipneia, hipoxemia e murmúrio vesicular diminuído são sinais inequívocos de uma crise grave, que exige intervenção imediata. A ausência de melhora com salbutamol em casa reforça a necessidade de atendimento hospitalar. O tratamento de uma crise de asma grave no pronto-socorro inclui oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia, broncodilatadores de ação rápida (beta-2 agonistas) administrados de forma contínua ou intermitente, e corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação. Em casos refratários, pode-se considerar a adição de brometo de ipratrópio. A monitorização contínua da saturação de oxigênio e da resposta clínica é essencial para guiar o tratamento e determinar a necessidade de internação ou ventilação mecânica.
Os critérios incluem fala entrecortada ou dificuldade para falar, tiragem subcostal ou intercostal, uso de musculatura acessória, frequência respiratória elevada para a idade, frequência cardíaca elevada, saturação de oxigênio < 90-92% em ar ambiente, e ausculta com sibilos intensos ou murmúrio vesicular diminuído (tórax silencioso).
A conduta inicial envolve a administração imediata de oxigênio para manter a saturação acima de 92-95%, broncodilatadores de ação rápida (como salbutamol) por nebulização ou espaçador, e corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso) para reduzir a inflamação das vias aéreas.
A ausência de sibilos, ou 'tórax silencioso', em um paciente com asma e desconforto respiratório grave é um sinal alarmante. Isso ocorre quando há uma obstrução tão severa das vias aéreas que o fluxo de ar é insuficiente para gerar o som dos sibilos, indicando uma crise de asma muito grave e potencialmente fatal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo