Manejo da Crise de Asma Moderada a Grave em Pediatria

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um escolar de 6 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à unidade de pronto atendimento com história de tosse seca e chiado no peito há 24 horas. A mãe relata que iniciou o uso de salbutamol spray (100 mcg) com espaçador, administrando 2 jatos a cada 4 horas em domicílio, porém o quadro progrediu com aumento do esforço respiratório e dificuldade para completar frases. Ao exame físico, a criança encontra-se alerta e agitada, com frequência respiratória de 38 incursões por minuto, frequência cardíaca de 122 batimentos por minuto e saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente. Nota-se presença de tiragem intercostal e subcostal moderada, com murmúrio vesicular presente e sibilos expiratórios difusos bilateralmente. Com base no quadro clínico apresentado, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar nebulização com salbutamol (2,5 mg) e brometo de ipratrópio (250 mcg) diluídos em 3 mL de soro fisiológico a cada 20 minutos e aguardar a resposta clínica de 1 hora para decidir sobre o uso de corticoide.
  2. B) Administrar sulfato de magnésio endovenoso (40 mg/kg) em dose única, associado a oxigenoterapia por máscara de reservatório, devido ao risco iminente de insuficiência respiratória evidenciado pela saturação de 92%.
  3. C) Prescrever prednisolona oral (1 mg/kg) e manter o esquema de salbutamol spray 2 jatos a cada 4 horas iniciado em domicílio, mantendo a criança em observação clínica por 6 horas antes de considerar internação.
  4. D) Iniciar oxigenoterapia suplementar para alvo de saturação ≥ 94%, administrar salbutamol (100 mcg/jato) 4 a 10 jatos via espaçador a cada 20 minutos na primeira hora e prescrever corticoide sistêmico precoce.

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