São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Um menino de 4 anos é trazido ao pronto-socorro com uma crise de asma aguda. Ele está visivelmente dispneico, com sibilância audível sem estetoscópio. A mãe relata que ele tem um histórico de asma mal controlada e que a medicação de manutenção foi recentemente alterada. Qual das seguintes opções representa o melhor plano de manejo imediato para este paciente?
Crise de asma aguda grave em criança: broncodilatador + corticosteroide oral + reavaliação contínua.
Uma criança com crise de asma aguda grave, manifestada por dispneia e sibilância audível sem estetoscópio, necessita de tratamento imediato e agressivo no pronto-socorro, incluindo broncodilatadores de ação rápida e corticosteroides sistêmicos, com reavaliação frequente para determinar a necessidade de hospitalização.
A crise de asma aguda pediátrica é uma das emergências respiratórias mais comuns na infância, exigindo reconhecimento rápido e manejo eficaz. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são episódios de exacerbação dos sintomas, como dispneia, sibilância, tosse e aperto no peito, que podem ser desencadeados por infecções virais, alérgenos ou irritantes. A avaliação da gravidade da crise é crucial. Sinais como dispneia visível, sibilância audível sem estetoscópio, uso de musculatura acessória e dificuldade para falar ou alimentar-se indicam uma crise moderada a grave que requer intervenção imediata no pronto-socorro. O histórico de asma mal controlada ou alteração recente da medicação de manutenção aumenta a preocupação. O plano de manejo imediato para uma crise de asma aguda grave em crianças inclui a administração de broncodilatadores de ação rápida (como salbutamol) via nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, e o início de corticosteroides sistêmicos (como prednisolona oral) para reduzir a inflamação das vias aéreas. A reavaliação frequente da resposta ao tratamento é essencial para decidir sobre a necessidade de doses adicionais de broncodilatador, oxigenoterapia, sulfato de magnésio, ou eventual hospitalização para monitoramento e tratamento intensivo.
Sinais de crise grave incluem dispneia intensa, sibilância audível sem estetoscópio, uso de musculatura acessória, dificuldade para falar ou alimentar-se, e saturação de oxigênio baixa.
A conduta inicial envolve a administração de broncodilatador de ação rápida (ex: salbutamol) via nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador, e corticosteroide oral (ex: prednisolona) para reduzir a inflamação.
A hospitalização deve ser considerada se não houver melhora rápida após o tratamento inicial, se houver sinais de gravidade persistentes, hipoxemia refratária, ou se a criança tiver histórico de crises graves ou asma de difícil controle.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo