PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Qual a afirmativa CORRETA em relação a crise aplástica que pode ocorrer em uma criança com anemia falciforme?
Crise aplástica em anemia falciforme = supressão eritropoética por Parvovírus B19 → internação obrigatória devido à imprevisibilidade da queda de Hb, mesmo com recuperação espontânea.
A crise aplástica em crianças com anemia falciforme é geralmente desencadeada pelo Parvovírus B19, que suprime a eritropoiese. Embora a recuperação da medula óssea seja espontânea, a queda da hemoglobina pode ser rápida e profunda, exigindo internação para monitoramento e possível transfusão.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que predispõe a diversas complicações, incluindo as crises hematológicas. A crise aplástica é uma delas, caracterizada por uma supressão transitória da eritropoiese, levando a uma queda acentuada dos níveis de hemoglobina. O principal gatilho para a crise aplástica é a infecção pelo Parvovírus B19, que tem tropismo pelos precursores eritroides. Em pacientes com anemia falciforme, que já possuem uma vida útil reduzida dos eritrócitos, a interrupção da produção de novas células vermelhas pode levar rapidamente a uma anemia grave. Embora a medula óssea geralmente se recupere espontaneamente em 7 a 10 dias, a criança deve ser internada para monitoramento rigoroso da hemoglobina e, se necessário, transfusão sanguínea. Leucócitos e plaquetas geralmente não são afetados, diferenciando-a de outras causas de pancitopenia.
O principal agente etiológico é o Parvovírus B19, que infecta e destrói os precursores eritroides na medula óssea, levando a uma supressão temporária da eritropoiese.
Os achados incluem anemia grave, reticulocitopenia (contagem de reticulócitos muito baixa ou ausente), e geralmente contagens normais de leucócitos e plaquetas, diferenciando-a de uma aplasia medular completa.
A internação é crucial devido à imprevisibilidade da velocidade e profundidade da queda da hemoglobina, que pode levar a anemia grave e risco de insuficiência cardíaca. O monitoramento e a disponibilidade para transfusão sanguínea são essenciais.
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