HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
O agente etiológico mais frequentemente envolvido nos episódios de crises aplásicas de crianças com anemia falciforme é:
Anemia falciforme + crise aplásica → Parvovírus B19 (supressão eritropoiese).
O Parvovírus B19 tem tropismo por precursores eritroides na medula óssea, causando supressão temporária da eritropoiese. Em pacientes com anemia falciforme, que já possuem uma vida útil reduzida das hemácias, essa supressão pode levar a uma crise aplásica grave, caracterizada por queda acentuada da hemoglobina e reticulocitopenia.
A crise aplásica é uma complicação grave da anemia falciforme, caracterizada por uma supressão temporária da eritropoiese na medula óssea. Embora possa ocorrer em qualquer indivíduo com aumento do turnover de hemácias, é particularmente devastadora em pacientes com anemia falciforme devido à sua hemólise crônica e vida útil reduzida dos eritrócitos. O agente etiológico mais comum é o Parvovírus B19. O Parvovírus B19 possui tropismo pelos precursores eritroides (eritroblastos) na medula óssea, causando sua lise e, consequentemente, uma interrupção na produção de novas hemácias. Em um paciente com anemia falciforme, que já tem uma anemia hemolítica crônica e necessita de uma alta taxa de produção de glóbulos vermelhos para compensar a destruição, essa interrupção leva a uma queda acentuada e rápida da hemoglobina. O diagnóstico é suspeitado pela queda súbita da hemoglobina e reticulocitopenia. O tratamento é de suporte, frequentemente exigindo transfusões de concentrado de hemácias para manter níveis adequados de hemoglobina até que a medula óssea se recupere, o que geralmente ocorre espontaneamente em 7 a 10 dias. A prevenção de infecções e a vacinação (quando disponível para outros agentes) são importantes, mas para o Parvovírus B19, o foco é o manejo da crise.
Os sinais incluem palidez súbita e intensa, fadiga extrema, e uma queda abrupta nos níveis de hemoglobina, acompanhada de reticulocitopenia (baixa contagem de reticulócitos).
O Parvovírus B19 infecta e destrói os precursores eritroides na medula óssea, levando a uma interrupção temporária da produção de glóbulos vermelhos, o que é crítico para pacientes com hemólise crônica e vida útil reduzida das hemácias.
A crise aplásica é distinguida pela reticulocitopenia, enquanto outras crises, como a vaso-oclusiva ou de sequestro esplênico, geralmente apresentam reticulocitose (alta contagem de reticulócitos) como resposta medular à hemólise.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo