Gota Aguda na DRC: Manejo Terapêutico Ideal

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Sra. Helena, 68 anos, comparece ao pronto-socorro com queixa de dor intensa, edema e rubor no hálux direito, de início súbito há aproximadamente 24 horas. Nega trauma. Refere que a dor é "a pior que já sentiu" e a impede de apoiar o pé no chão. Sua história clínica inclui hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, e doença renal crônica estágio 3a (Taxa de Filtração Glomerular estimada de 48 mL/min/1.73m²), além de uma história pregressa de úlcera gástrica há 5 anos tratada clinicamente. Faz uso regular de losartana, hidroclorotiazida, metformina e sinvastatina. Ao exame físico, apresenta hálux direito com sinais flogísticos marcantes: calor, rubor, edema e dor intensa à palpação e movimentação, sem sinais de celulite ou febre. Exames laboratoriais de entrada mostram leucocitose de 8.500/mm³ (70% neutrófilos), Proteína C Reativa (PCR) de 45 mg/L (valor de referência < 5 mg/L), creatinina sérica de 1.6 mg/dL (basal de 1.4 mg/dL) e ácido úrico de 8.2 mg/dL. Considerando o quadro clínico e as comorbidades da paciente, qual a conduta terapêutica MAIS ADEQUADA para o tratamento da crise aguda de gota?

Alternativas

  1. A) Iniciar indometacina 50 mg, três vezes ao dia, por 5 dias.
  2. B) Prescrever prednisona 0,5 mg/kg/dia por 5-7 dias, com desmame rápido.
  3. C) Iniciar colchicina 1,2 mg seguido de 0,6 mg uma hora depois, e manter 0,6 mg 12/12h por 7 dias.
  4. D) Iniciar alopurinol 100 mg/dia e orientar elevação do membro.

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