SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2017
Você recebe uma criança de 4 anos de idade, no centro de saúde, em franca crise aguda de asma. Inicia tratamento adequado com broncodilatadores e corticoide, mas a criança não melhora. Qual dos critérios abaixo você utilizaria para encaminhá-la para atendimento em uma unidade hospitalar (pronto-socorro)?
Criança com crise de asma grave → incapacidade de beber/falar, cianose, alteração de consciência = encaminhar para PS.
A incapacidade de beber ou falar em uma criança com crise de asma indica um nível de desconforto respiratório grave, sugerindo exaustão e hipoxemia significativa, sendo um critério de gravidade que demanda atendimento hospitalar imediato.
A crise aguda de asma em crianças é uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento rápido e manejo adequado para prevenir desfechos adversos. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, e as crises são episódios de broncoespasmo, inflamação e hipersecreção de muco que levam à obstrução do fluxo aéreo. O manejo inicial em um centro de saúde geralmente envolve broncodilatadores de curta ação e corticoides sistêmicos. No entanto, é crucial identificar os sinais de gravidade que indicam a necessidade de encaminhamento para uma unidade hospitalar. Sinais como a incapacidade de beber ou falar, cianose, alteração do nível de consciência, exaustão e bradicardia são indicativos de uma crise grave e iminente falência respiratória. O monitoramento da saturação de oxigênio é importante, mas não deve ser o único critério. A avaliação clínica global, incluindo o esforço respiratório, o nível de consciência e a capacidade de comunicação da criança, fornece informações cruciais sobre a gravidade do quadro e a necessidade de suporte avançado em ambiente hospitalar.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, uso de musculatura acessória, retração intercostal e subcostal, batimento de asas nasais, cianose, alteração do nível de consciência, bradicardia e incapacidade de falar ou beber.
A conduta inicial envolve a administração de broncodilatadores de curta ação (salbutamol) por nebulização ou espaçador, e corticoide sistêmico (prednisolona oral ou metilprednisolona IV) para reduzir a inflamação das vias aéreas.
Embora uma saturação abaixo de 95% seja um sinal de hipoxemia e gravidade, outros critérios clínicos, como a incapacidade de falar/beber, exaustão ou alteração de consciência, indicam um quadro mais grave e iminente de falência respiratória, que exige atenção hospitalar imediata, mesmo que a saturação ainda não esteja extremamente baixa.
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