UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2018
Criança de 3 anos de idade, com diagnóstico de asma extrínseca desde os 2 anos, com história de uma internação anterior por crise aguda de asma em UTI, dá entrada no Pronto-Atendimento com relato de apresentar, há 12 horas, tosse, esforço para respirar e cianose perioral. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 190 bpm, frequência respiratória de 48 mrpm, saturação de oxigênio em ar ambiente de 87%, agitada, sem conseguir falar frases completas, somente palavras, tiragem supraesternal e supraclavicular, diminuição de expansibilidade torácica, murmúrio vesicular diminuído em bases e sibilos em metade superior de ambos os hemitórax. O tratamento mais adequado para o caso no Pronto-Atendimento é oxigênio suplementar para manter saturação no oxímetro de pulso acima de:
Crise de asma grave em criança: O2 >93%, Salbutamol + Ipratrópio (aerossol), Prednisolona oral.
Criança com crise de asma grave (cianose, FR elevada, saturação <90%, agitação) necessita de oxigênio suplementar para manter saturação >93%, broncodilatadores (salbutamol) e anticolinérgicos (brometo de ipratrópio) em ciclos, além de corticoide sistêmico (prednisolona) para reduzir inflamação.
A crise aguda de asma em crianças é uma emergência pediátrica comum que exige reconhecimento rápido e tratamento eficaz para prevenir desfechos adversos. A asma extrínseca, frequentemente associada a alérgenos, pode levar a crises graves, especialmente em crianças com histórico de internações prévias em UTI, como no caso apresentado. Para residentes, a capacidade de avaliar a gravidade e iniciar o tratamento adequado é uma habilidade clínica fundamental, impactando diretamente a morbidade e mortalidade infantil. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, resultando em obstrução das vias aéreas. No caso de uma crise grave, como a descrita, a hipoxemia (saturação de 87%), taquicardia, taquipneia e sinais de esforço respiratório intenso (tiragem, dificuldade de fala) indicam uma falha respiratória iminente. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e a suspeita de gravidade deve levar a uma intervenção imediata. O tratamento no pronto-atendimento para uma crise de asma grave em criança inclui oxigenoterapia para manter a saturação acima de 93%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em ciclos, associados a um anticolinérgico (brometo de ipratrópio) para potencializar a broncodilatação. Além disso, a administração precoce de corticoide sistêmico (prednisolona oral) é crucial para controlar a inflamação. O prognóstico depende da resposta ao tratamento inicial e da monitorização contínua, com pontos de atenção para a necessidade de internação em casos refratários ou com deterioração clínica.
Sinais de gravidade incluem cianose, agitação ou letargia, dificuldade para falar frases completas, tiragem importante, sibilância ausente ou muito diminuída, taquicardia, taquipneia e saturação de oxigênio <90-92% em ar ambiente.
O brometo de ipratrópio é um anticolinérgico que potencializa o efeito broncodilatador do salbutamol, sendo especialmente útil em crises asmáticas graves, onde a broncodilatação máxima é crucial.
A prednisolona oral é um corticoide sistêmico que age reduzindo a inflamação das vias aéreas, um componente chave da asma. Sua administração precoce é fundamental para prevenir a progressão da crise e reduzir a necessidade de internação.
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