SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
A asma é uma das principais doenças crônicas da infância e suas exacerbações representam uma das principais causas de procura a serviços de emergência pediátrica. A crise aguda de asma representa a exacerbação de um processo patológico crônico que pode ser tratado. Sobre a Asma é correto afirmar:
Cianose e ausência de murmúrio vesicular em crise asmática → gravidade extrema e necessidade de intervenção imediata.
A avaliação da gravidade da crise asmática é crucial para o manejo adequado. Sinais como cianose e ausência de murmúrio vesicular indicam obstrução grave das vias aéreas e iminência de falência respiratória, exigindo ação rápida para evitar desfechos fatais.
A asma é uma doença crônica inflamatória das vias aéreas, e suas exacerbações agudas são uma das principais causas de atendimento em emergências pediátricas. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para evitar desfechos desfavoráveis, incluindo a mortalidade, que, embora infrequente, pode ocorrer em casos de manejo inadequado ou atrasado. A fisiopatologia da crise asmática envolve broncoespasmo, edema da mucosa e hipersecreção de muco, levando à obstrução das vias aéreas. A avaliação clínica deve incluir a frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência, saturação de oxigênio e ausculta pulmonar. Sinais como cianose e ausência de murmúrio vesicular são indicativos de obstrução grave e iminência de falência respiratória. O tratamento da crise aguda de asma visa reverter o broncoespasmo e a inflamação. Inclui oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas), corticosteroides sistêmicos e, em casos refratários, sulfato de magnésio. A monitorização contínua e a reavaliação frequente são essenciais para ajustar a terapia e identificar a necessidade de intervenções mais avançadas, como ventilação mecânica.
Os principais sinais de gravidade incluem cianose, ausência de murmúrio vesicular, alteração do nível de consciência, bradicardia, exaustão e uso intenso da musculatura acessória, indicando falência respiratória iminente.
A ausência de murmúrio vesicular, especialmente na presença de esforço respiratório, sugere obstrução brônquica tão severa que o fluxo de ar é mínimo, impedindo a geração de sibilos e indicando uma condição de extrema gravidade.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em nebulização contínua ou doses repetidas, e corticosteroides sistêmicos (prednisolona oral ou metilprednisolona IV), além de considerar sulfato de magnésio e ventilação não invasiva ou intubação se houver piora.
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