Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2019
Nas alternativas abaixo, assinale aquela que representa a terapêutica inicial de uma criança com crise aguda de asma em disfunção respiratória moderada, no serviço de emergência.
Crise aguda de asma (criança) → Beta 2 agonista de curta duração inalatório (Salbutamol) é a 1ª linha.
Em uma crise aguda de asma em crianças, o tratamento inicial e mais eficaz no serviço de emergência é a administração de beta 2 agonistas de curta duração por via inalatória, como o salbutamol. Eles promovem broncodilatação rápida, aliviando o broncoespasmo.
A crise aguda de asma em crianças é uma das emergências pediátricas mais comuns, exigindo reconhecimento rápido e tratamento eficaz. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco, levando a obstrução do fluxo aéreo e desconforto respiratório. A avaliação inicial deve focar na gravidade da crise, observando frequência respiratória, uso de musculatura acessória, sibilos, nível de consciência e saturação de oxigênio. A terapêutica inicial para uma crise aguda de asma, independentemente da gravidade, é sempre o beta 2 agonista de curta duração (SABA), como o salbutamol, administrado por via inalatória (nebulização ou inalador dosimetrado com espaçador). Estes medicamentos promovem uma broncodilatação rápida, aliviando o broncoespasmo e melhorando o fluxo aéreo. Em crises moderadas a graves, a oxigenoterapia e a administração precoce de corticosteroides sistêmicos (oral ou endovenoso) são também indicadas para reduzir a inflamação subjacente. Outras terapias, como brometo de ipratrópio (anticolinérgico) e sulfato de magnésio, podem ser adicionadas em casos de crises graves ou refratárias. A aminofilina endovenosa e o cromoglicato dissódico não são tratamentos de primeira linha para a crise aguda; a aminofilina tem um perfil de efeitos adversos significativo e o cromoglicato é um medicamento preventivo, não de resgate. O manejo adequado na emergência é crucial para evitar a progressão da crise e reduzir a necessidade de internação.
Sinais incluem dispneia, tosse, sibilos audíveis, uso de musculatura acessória, frequência respiratória elevada, saturação de oxigênio entre 90-95%, e capacidade de falar frases curtas.
Os beta 2 agonistas de curta duração (SABAs) são cruciais por sua rápida ação broncodilatadora, relaxando a musculatura lisa das vias aéreas e aliviando o broncoespasmo, sendo a primeira linha de tratamento para sintomas agudos.
Corticosteroides sistêmicos devem ser administrados precocemente em crises moderadas a graves, geralmente após a primeira dose de SABA, para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da crise, mas não são a primeira linha para broncodilatação imediata.
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