FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
A crise aguda de asma representa a exacerbação de um processo patológico crônico e sua avaliação deve ser rápida e objetiva. No manejo desta situação podemos afirmar:
LABAs (salmeterol, formoterol) são para manutenção da asma, não para resgate da crise aguda.
Beta2 agonistas de longa duração (LABAs) como salmeterol e formoterol são indicados para o controle de manutenção da asma, geralmente em combinação com corticosteroides inalatórios. Na crise aguda, os beta2 agonistas de curta duração (SABAs) são a medicação de resgate de primeira linha, com início de ação rápido por via inalatória.
A crise aguda de asma é uma exacerbação súbita e progressiva dos sintomas de asma, caracterizada por dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito. Sua avaliação e manejo devem ser rápidos e eficazes para prevenir a insuficiência respiratória. O tratamento visa aliviar o broncoespasmo e reduzir a inflamação das vias aéreas. A compreensão das diferentes classes de medicamentos e suas indicações é crucial para o residente. No manejo da crise, os beta2 agonistas de curta duração (SABAs), como o salbutamol, são a pedra angular do tratamento de resgate, administrados por via inalatória para um rápido início de ação. Os corticosteroides sistêmicos são frequentemente necessários para controlar a inflamação subjacente, e o brometo de ipratrópio pode ser adicionado em casos mais graves. É fundamental diferenciar as medicações de resgate das medicações de manutenção. Os beta2 agonistas de longa duração (LABAs), como salmeterol e formoterol, são utilizados na terapêutica de manutenção, geralmente em combinação com corticosteroides inalatórios, para controle a longo prazo da doença e prevenção de futuras exacerbações, e não devem ser usados para alívio rápido da crise. O prognóstico da crise de asma depende da gravidade inicial, da resposta ao tratamento e da adesão à terapia de manutenção. A educação do paciente sobre o plano de ação para a asma, incluindo o uso correto dos inaladores e a identificação precoce dos sinais de piora, é vital. Residentes devem estar aptos a identificar a gravidade da crise, iniciar o tratamento adequado e monitorar a resposta do paciente, ajustando a terapia conforme necessário para evitar desfechos adversos.
Os beta2 agonistas de curta duração (SABAs), como o salbutamol ou fenoterol, são a medicação de primeira linha para o resgate na crise aguda de asma, devido ao seu rápido início de ação broncodilatadora.
Os corticosteroides sistêmicos são indicados precocemente na crise aguda de asma moderada a grave, ou em crises leves que não respondem aos broncodilatadores, para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da exacerbação.
O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, pode ser adicionado aos SABAs em crises de asma moderadas a graves, especialmente em pacientes com broncoespasmo significativo, para um efeito broncodilatador aditivo, mas não deve ser usado isoladamente.
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