PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Paciente de 67 anos, masculino, no segundo dia de pós-operatório por fratura de colo de fêmur, apresenta hipoglicemia refratária à reposição de glicose hipertônica endovenosa, hipotensão, hiponatremia, fraqueza generalizada e dor abdominal de forte intensidade. Essa dor é difusa e não melhora com analgesia simples. Sua principal hipótese diagnóstica é:
PO + Hipoglicemia refratária + Hipotensão + Hiponatremia + Dor abdominal = Crise Adrenal.
A combinação de hipoglicemia refratária, hipotensão, hiponatremia e dor abdominal intensa em um paciente em pós-operatório (situação de estresse) é altamente sugestiva de crise adrenal aguda. O estresse cirúrgico pode precipitar a crise em pacientes com insuficiência adrenal pré-existente ou não diagnosticada.
A crise adrenal aguda é uma emergência médica potencialmente fatal, caracterizada por uma deficiência grave e súbita de cortisol, e frequentemente de mineralocorticoides. Ela pode ser precipitada por situações de estresse físico, como cirurgias, infecções, traumas ou suspensão abrupta de corticosteroides em pacientes com insuficiência adrenal crônica. O reconhecimento precoce é crucial, pois o atraso no tratamento pode levar a choque e óbito. Os sinais e sintomas são inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico. Incluem hipotensão refratária a fluidos e vasopressores, hipoglicemia, hiponatremia, hipercalemia, fraqueza generalizada, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e letargia. Em pacientes em pós-operatório, a persistência de hipotensão e hipoglicemia, apesar das medidas de suporte, deve levantar a suspeita. O tratamento é emergencial e empírico, com administração imediata de hidrocortisona intravenosa em altas doses, seguida por reposição volêmica agressiva com soro fisiológico para corrigir a hipotensão e a hiponatremia. A correção da hipoglicemia também é fundamental. Após a estabilização, a investigação da causa subjacente da insuficiência adrenal deve ser realizada.
Hipotensão, hipoglicemia refratária, hiponatremia, hipercalemia, fraqueza, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e febre são comuns na crise adrenal aguda.
O estresse cirúrgico aumenta a demanda por cortisol. Em pacientes com insuficiência adrenal pré-existente (diagnosticada ou não), a glândula não consegue suprir essa demanda, precipitando a crise.
A conduta inicial inclui a administração imediata de hidrocortisona intravenosa, reposição volêmica com soro fisiológico e correção da hipoglicemia.
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