HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
Um paciente do sexo masculino, reconhecidamente portador de insuficiência suprarrenal (doença de Addison) se envolveu num acidente de automóvel. Embora não houvesse lesões físicas evidentes, ele se queixa de fraqueza e náuseas. Sua pressão arterial é de 85X50mmHg e ele está hipoglicêmico. Considerando o caso descrito, é CORRETO afirmar que o tratamento de sua condição deve incluir a administração intravenosa de:
Crise adrenal em Addison → Hidrocortisona IV imediata + fluidos.
Um paciente com doença de Addison sob estresse (como um acidente) pode precipitar uma crise adrenal, caracterizada por hipotensão, hipoglicemia e fraqueza. O tratamento de escolha é a reposição imediata de glicocorticoides, sendo a hidrocortisona intravenosa a droga de primeira linha devido à sua ação rápida e mineralocorticoide.
A doença de Addison, ou insuficiência suprarrenal primária, é uma condição rara caracterizada pela destruição do córtex adrenal, resultando em deficiência de glicocorticoides, mineralocorticoides e androgênios. Pacientes com Addison estão em risco de desenvolver uma crise adrenal aguda, uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. Essa crise é frequentemente precipitada por estresse físico (infecções, cirurgias, traumas) ou psicológico, que aumenta a demanda por cortisol. A fisiopatologia da crise adrenal envolve a deficiência aguda de cortisol, que leva à instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque), hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos (hiponatremia, hipercalemia) devido à deficiência de mineralocorticoides. O diagnóstico é clínico, baseado na história de insuficiência adrenal e nos sinais e sintomas de choque. A confirmação laboratorial pode ser feita posteriormente, mas não deve atrasar o tratamento. O tratamento da crise adrenal é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente. Consiste na administração intravenosa de hidrocortisona em altas doses (dose de estresse), reposição volêmica agressiva com soro fisiológico 0,9% para corrigir a hipotensão e a hipovolemia, e correção da hipoglicemia com glicose. É crucial monitorar os eletrólitos e a glicemia. Após a estabilização, a dose de hidrocortisona é gradualmente reduzida para a dose de manutenção, e a causa precipitante deve ser investigada e tratada.
Os principais sinais e sintomas incluem hipotensão, choque, náuseas, vômitos, dor abdominal, fraqueza intensa, hipoglicemia, hiponatremia e hipercalemia. Pode haver febre e confusão mental.
A hidrocortisona é o glicocorticoide de escolha porque possui atividade glicocorticoide e mineralocorticoide, ambas essenciais para reverter a crise. A atividade mineralocorticoide ajuda a restaurar o volume intravascular e a pressão arterial.
A conduta inicial inclui a administração imediata de hidrocortisona intravenosa (dose de estresse), reposição volêmica vigorosa com soro fisiológico 0,9% e correção da hipoglicemia com glicose, se presente. A investigação da causa precipitante deve ser concomitante.
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