UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Menino de 7 meses apresenta ausência de testículo direito na bolsa escrotal desde o nascimento. Exame físico: testículo esquerdo tópico, hemiescroto direito vazio e testículo direito palpável na região do canal inguinal direito. A conduta é:
Criptorquidia: testículo não descido > 6 meses → orquidopexia eletiva entre 6-12 meses para evitar danos.
A criptorquidia, ou testículo não descido, deve ser tratada com orquidopexia se não houver descida espontânea até os 6 meses de idade. A cirurgia é recomendada entre 6 e 12 meses para preservar a função testicular, reduzir o risco de infertilidade e facilitar a detecção precoce de malignidade, minimizando o tempo de exposição do testículo à temperatura abdominal elevada.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma condição comum na pediatria, afetando cerca de 3-5% dos recém-nascidos a termo e até 30% dos prematuros. A maioria dos testículos desce espontaneamente nos primeiros meses de vida. No entanto, se o testículo não estiver na bolsa escrotal até os 6 meses de idade, a descida espontânea é improvável, e a intervenção cirúrgica torna-se necessária. É um tema crucial para residentes de pediatria, urologia pediátrica e cirurgia pediátrica. O diagnóstico é feito por exame físico, palpando a região inguinal e escrotal. Em casos de testículo não palpável, exames de imagem como ultrassonografia podem ser úteis, embora a laparoscopia seja o padrão-ouro para localizar testículos intra-abdominais. A principal preocupação com a criptorquidia não tratada são as complicações a longo prazo: infertilidade (devido à exposição prolongada a temperaturas elevadas, que prejudicam a espermatogênese) e um risco significativamente aumentado de câncer testicular. A conduta para criptorquidia palpável na região inguinal, como no caso apresentado, é a orquidopexia. Esta cirurgia deve ser realizada eletivamente entre 6 e 12 meses de idade. A intervenção precoce visa não apenas posicionar o testículo na bolsa escrotal, mas também preservar a função testicular, reduzir o risco de torção e facilitar o autoexame para detecção precoce de malignidade no futuro. Adiar a cirurgia além dessa janela ideal pode comprometer irreversivelmente a fertilidade e aumentar os riscos de complicações.
Criptorquidia é a ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. É importante clinicamente devido ao risco aumentado de infertilidade, torção testicular, hérnia inguinal associada e, principalmente, maior risco de desenvolvimento de câncer testicular se não corrigida.
A orquidopexia é recomendada entre 6 e 12 meses de idade, caso o testículo não tenha descido espontaneamente. A intervenção precoce visa minimizar o dano às células germinativas devido à temperatura intra-abdominal elevada, otimizando a função testicular futura e facilitando o monitoramento.
As principais complicações incluem infertilidade (devido ao dano térmico às células germinativas), maior risco de câncer testicular (2 a 8 vezes maior), torção testicular (pela fixação anômala) e hérnia inguinal associada. A orquidopexia reduz, mas não elimina completamente, o risco de malignidade.
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