SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Um exame físico completo da criança deve ser realizado na primeira consulta com um(a) médico(a) de modo a identificar possíveis anomalias e tratá-las de forma precoce. A criptorquidia isolada é a anomalia congênita mais comum ao nascimento, a migração espontânea dos testículos ocorre geralmente nos primeiros 3 meses de vida. Sobre as condutas para rastreamento da criptorquidia, analise os itens a seguir. I. Se os testículos não forem palpáveis na primeira consulta ou forem retráteis, o rastreamento deve ser realizado nas visitas rotineiras de puericultura. II. Se aos 6 meses não forem encontrados testículos palpáveis no saco escrotal, será necessário encaminhar a criança à cirurgia pediátrica. III. Se forem retráteis, o caso não deve ser monitorado a cada 6 a 12 meses; entre os 4 e 10 anos de idade do menino, recomenda-se fazer logo a cirurgia. IV. O tratamento precoce da criptorquidia com cirurgia, embora seja recomendado, aumenta o risco de câncer de testículos e de problemas com a fertilidade em adultos.São CORRETOS os itens:
Criptorquidia: se testículos não palpáveis aos 6 meses, encaminhar para cirurgia pediátrica (orquidopexia).
A criptorquidia isolada é a anomalia congênita mais comum. A migração espontânea pode ocorrer até 3 meses, mas se os testículos não forem palpáveis aos 6 meses, a cirurgia (orquidopexia) é indicada para prevenir complicações como infertilidade e câncer.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é a anomalia congênita mais comum do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 3-5% dos recém-nascidos a termo. Embora a migração espontânea possa ocorrer nos primeiros 3 meses de vida, a persistência após os 6 meses é rara e indica a necessidade de intervenção. O rastreamento é fundamental nas consultas de puericultura, com palpação cuidadosa da bolsa escrotal e canal inguinal. A distinção entre criptorquidia verdadeira e testículo retrátil é crucial. Testículos retráteis são uma variação da normalidade e não requerem cirurgia, apenas monitoramento. Já na criptorquidia, se o testículo não for palpável ou não puder ser levado ao escroto aos 6 meses de idade, o encaminhamento para cirurgia pediátrica é mandatório. A orquidopexia, que é a fixação cirúrgica do testículo no escroto, deve ser realizada idealmente entre 6 e 12 meses. O tratamento precoce da criptorquidia é vital para reduzir o risco de complicações a longo prazo, como infertilidade (devido à exposição prolongada a temperaturas elevadas no abdome ou canal inguinal, que prejudica a espermatogênese) e um risco significativamente aumentado de câncer de testículo. Embora a cirurgia reduza o risco de câncer, não o elimina completamente, e o autoexame testicular deve ser incentivado na adolescência.
A orquidopexia é idealmente realizada entre 6 e 12 meses de idade, pois a migração espontânea é rara após os 3 meses e a intervenção precoce minimiza os riscos de infertilidade e malignidade.
Na criptorquidia, o testículo não pode ser manipulado para o escroto ou permanece fora dele. No testículo retrátil, ele pode ser facilmente levado ao escroto e permanece lá por um tempo, retornando espontaneamente. Testículos retráteis geralmente não requerem cirurgia.
As principais complicações são infertilidade (devido ao dano térmico às células germinativas) e um risco aumentado de câncer de testículo, além de maior suscetibilidade a torção testicular e hérnias inguinais.
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