UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021
A distopia testicular ou criptorquidia designa um grupo de anomalias da descida testicular que se apresentam com ausência do testículo na bolsa escrotal. Desse grupo, aqueles pacientes que apresentam um testículo impalpável, classificado como evanescente, são aqueles:
Testículo evanescente = atrofia total intrauterina (torção), com vasos espermáticos em fundo cego.
O testículo evanescente, ou síndrome do testículo desaparecido, é uma forma de criptorquidia impalpável caracterizada pela atrofia total do testículo devido a um evento isquêmico (geralmente torção) durante a vida intrauterina. A presença de vasos espermáticos e ducto deferente terminando em fundo cego é um achado cirúrgico distintivo.
A criptorquidia, ou distopia testicular, é uma das anomalias congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino, caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. Ela pode ser palpável ou impalpável, sendo esta última a que apresenta maior desafio diagnóstico e terapêutico. Dentro do grupo dos testículos impalpáveis, o testículo evanescente, também conhecido como síndrome do testículo desaparecido, representa uma condição específica e de grande importância clínica. O testículo evanescente ocorre quando um testículo, que inicialmente se desenvolveu, sofre atrofia completa durante a vida intrauterina, geralmente devido a um evento isquêmico, como uma torção do cordão espermático. Clinicamente, o escroto ipsilateral está vazio e o testículo não é palpável. Durante a exploração cirúrgica (laparoscopia, que é o padrão-ouro para testículos impalpáveis), o achado característico é a presença de vasos espermáticos e, por vezes, um ducto deferente que terminam em fundo cego, sem a presença de tecido testicular viável. O diagnóstico diferencial com anorquia (agenesia testicular, onde o testículo nunca se formou) é crucial, pois as implicações e o manejo podem variar. No caso do testículo evanescente, a exploração cirúrgica é fundamental para confirmar o diagnóstico e descartar a presença de um testículo intra-abdominal viável, que exigiria orquidopexia. A compreensão detalhada dessa condição é vital para residentes de pediatria, cirurgia pediátrica e urologia, garantindo um manejo adequado e aconselhamento familiar preciso.
No testículo evanescente, há vestígios de vasos espermáticos e ducto deferente que terminam em fundo cego, sugerindo que o testículo existiu e atrofiou. Na agenesia testicular (anorquia), não há evidência de tecido testicular ou de seus vasos e ductos.
A causa mais comum do testículo evanescente é um evento isquêmico, como a torção do cordão espermático, que ocorre durante a vida intrauterina. Isso leva à atrofia completa do testículo, deixando apenas os vestígios vasculares e do ducto deferente.
Para um testículo impalpável, a conduta diagnóstica padrão-ouro é a laparoscopia. Este procedimento permite identificar a presença de um testículo intra-abdominal, vasos espermáticos terminando em fundo cego (evanescente) ou a ausência total de estruturas testiculares (anorquia).
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