ENARE/ENAMED — Prova 2025
Na distopia testicular, o testículo é palpável, mas não se encontra na posição anatômica adequada. O tratamento cirúrgico está indicado:
Orquidopexia → Ideal entre 6 e 12 meses de vida; raramente desce após os 6 meses.
O tratamento cirúrgico da criptorquidia deve ser realizado precocemente para preservar a função espermatogênica e facilitar o rastreio de neoplasias, já que a descida espontânea é improvável após o primeiro semestre.
A criptorquidia é a malformação congênita mais comum do trato geniturinário masculino. O diagnóstico é eminentemente clínico, através da palpação cuidadosa do canal inguinal e bolsa escrotal. Exames de imagem, como a ultrassonografia, têm valor limitado e não devem atrasar o encaminhamento cirúrgico. A técnica cirúrgica de escolha é a orquidopexia, que consiste na mobilização do testículo e do cordão espermático com fixação na bolsa escrotal. Em casos de testículos não palpáveis, a laparoscopia diagnóstica é o padrão-ouro para localizar a gônada ou confirmar a agenesia (anorquia).
A maioria dos testículos que não estão na bolsa ao nascimento desce nos primeiros 3 a 4 meses de vida, impulsionada pelo pico pós-natal de testosterona (mini-puberdade). Após os 6 meses de idade, a descida espontânea é extremamente rara, justificando a intervenção cirúrgica a partir deste ponto.
A cirurgia precoce (entre 6 e 12-18 meses) visa preservar a fertilidade futura, reduzir o risco de torção testicular e facilitar o exame físico para detecção precoce de câncer testicular (que é mais comum em testículos criptorquídicos). Estudos histológicos mostram perda de células germinativas a partir de 1 ano de idade em testículos não descidos.
O testículo retrátil pode ser trazido manualmente para o fundo do escroto e lá permanece sem tensão imediata, sendo uma variante do reflexo cremastérico exacerbado (não requer cirurgia). Na criptorquidia ou distopia, o testículo não alcança o fundo da bolsa ou retorna imediatamente após a soltura.
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