HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Menino, 10 meses de idade, consulta por apresentar bolsa escrotal vazia no lado direito, sendo diagnosticada criportorquidia unilateral com testículo direito palpável e retido no canal inguinal alto. Qual é o tratamento a ser indicado para esse caso?
Criptorquidia unilateral palpável > 6 meses → Orquidopexia idealmente entre 6 e 12 meses, máximo até 18 meses.
A criptorquidia é a ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. Em casos de testículo não descido palpável após os 6 meses de idade, a orquidopexia é o tratamento de escolha. A cirurgia deve ser realizada precocemente, idealmente entre 6 e 12 meses, para minimizar riscos de infertilidade e malignidade.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma das anomalias congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 2-5% dos recém-nascidos a termo. Embora muitos testículos desçam espontaneamente nos primeiros meses de vida, a persistência da criptorquidia após os 6 meses de idade requer intervenção devido aos riscos associados. No caso de um testículo palpável e retido no canal inguinal alto em um menino de 10 meses, a conduta padrão é a orquidopexia. Este procedimento cirúrgico visa reposicionar o testículo na bolsa escrotal e fixá-lo. A idade ideal para a realização da orquidopexia é entre 6 e 12 meses, e não deve ser adiada para além dos 18 meses de idade. A intervenção precoce é crucial para minimizar os riscos de infertilidade, pois a exposição prolongada do testículo a temperaturas corporais elevadas prejudica a espermatogênese. Além disso, a orquidopexia facilita o exame físico e o monitoramento do testículo, o que é importante para a detecção precoce de malignidade, um risco aumentado em testículos criptorquídicos. A hormonioterapia isolada tem um papel limitado e geralmente não é indicada para testículos palpáveis.
A não correção da criptorquidia aumenta os riscos de infertilidade (devido à exposição do testículo a temperaturas elevadas), malignidade testicular (tumor de células germinativas), torção testicular e hérnia inguinal associada.
A orquidopexia é recomendada precocemente (idealmente entre 6 e 12 meses, no máximo até 18 meses) para preservar a função testicular, reduzir o risco de infertilidade e facilitar o monitoramento para detecção precoce de malignidade.
A hormonioterapia (com hCG) pode ser considerada em casos selecionados de testículos retráteis ou não palpáveis, mas sua eficácia é limitada para testículos verdadeiramente retidos e não é o tratamento de primeira linha para testículos palpáveis.
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