SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A criptorquidia é um fator influente quanto à ocorrência de neoplasia testicular do homem jovem. Em quantas vezes o risco de ocorrência é elevado pela presença dessa alteração?
Criptorquidia ↑ risco de neoplasia testicular em até 30 vezes.
A criptorquidia é o principal fator de risco para o desenvolvimento de neoplasia testicular, aumentando o risco em até 30 vezes. Este risco persiste mesmo após a orquidopexia, embora o procedimento possa facilitar a detecção precoce.
A criptorquidia, ou testículo não-descido, é uma condição comum na infância, caracterizada pela falha de um ou ambos os testículos em descer para o escroto. Sua importância clínica reside não apenas na potencial infertilidade, mas principalmente no risco significativamente aumentado de desenvolver neoplasia testicular na vida adulta. A fisiopatologia do aumento do risco de câncer testicular em testículos criptorquídicos está relacionada à exposição prolongada a temperaturas mais elevadas no abdome ou canal inguinal, além de possíveis anomalias intrínsecas nas células germinativas. O diagnóstico é clínico, e a orquidopexia é o tratamento de escolha, idealmente realizada entre 6 e 18 meses de idade para otimizar a fertilidade e facilitar a vigilância. Mesmo após a orquidopexia, o risco de neoplasia testicular persiste, embora possa ser ligeiramente reduzido e a localização do testículo no escroto facilita o autoexame e a detecção precoce. É crucial que pacientes com histórico de criptorquidia sejam orientados sobre a importância do autoexame testicular regular e do acompanhamento médico.
A criptorquidia é o fator de risco mais significativo para o desenvolvimento de neoplasia testicular, aumentando o risco em até 30 vezes em comparação com a população geral. O risco é maior para testículos abdominais.
Não, a orquidopexia não elimina completamente o risco de neoplasia testicular, mas pode reduzir ligeiramente o risco e, mais importante, facilita o autoexame e a detecção precoce de qualquer massa testicular.
Os tumores de células germinativas são os mais comuns, incluindo seminomas e não-seminomas (carcinoma embrionário, teratoma, coriocarcinoma, tumor do saco vitelínico).
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