Criptorquidia em Lactentes: Conduta Cirúrgica Ideal

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021

Enunciado

Lactente com 10 meses de idade é trazido pela mãe para consulta de Puericultura em Ambulatório de Pediatria. Ao examiná-lo, o médico pediatra observou que o testículo direito não se encontrava na bolsa escrotal e que não havia sinais de que o testículo estivesse no canal inguinal nem na região perineal. O testículo esquerdo estava palpável no saco escrotal e era de tamanho adequado. Qual a conduta correta para esse caso?

Alternativas

  1. A) Encaminhar para conduta cirúrgica, indicada de preferência, entre 6 e 18 meses de idade.
  2. B) Conduta expectante, pois pode ocorrer a descida do testículo até os três anos de idade.
  3. C) Realizar ressonância magnética para localizar o testículo e acompanhar até os dois anos de idade.
  4. D) Iniciar terapia hormonal por 6 meses e, se não houver resposta, encaminhar para cirurgia.

Pérola Clínica

Criptorquidia em lactente >6 meses → Encaminhamento cirúrgico (orquidopexia) entre 6-18 meses.

Resumo-Chave

A criptorquidia, ou testículo não descido, deve ser corrigida cirurgicamente (orquidopexia) entre 6 e 18 meses de idade. A conduta expectante é válida apenas até os 6 meses, pois após esse período a chance de descida espontânea é mínima e o risco de danos ao testículo aumenta.

Contexto Educacional

A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma condição comum em pediatria, caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. A descida testicular ocorre normalmente até o terceiro mês de vida. Após os 6 meses, a probabilidade de descida espontânea é mínima, e a manutenção do testículo fora da bolsa escrotal pode levar a danos irreversíveis devido à temperatura mais elevada. A conduta para criptorquidia depende da idade do paciente. Em lactentes com até 6 meses, pode-se adotar uma conduta expectante. No entanto, se o testículo não desceu até os 6 meses, a intervenção cirúrgica (orquidopexia) é indicada e deve ser realizada preferencialmente entre 6 e 18 meses de idade. Essa janela é crucial para preservar a função testicular e minimizar os riscos de complicações futuras. A orquidopexia visa reposicionar o testículo na bolsa escrotal, o que é fundamental para o desenvolvimento adequado das células germinativas e para a produção de espermatozoides. Além disso, a cirurgia facilita o exame físico para detecção precoce de malignidades e reduz o risco de torção testicular. O acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a posição e o desenvolvimento do testículo.

Perguntas Frequentes

Qual a idade ideal para a cirurgia de criptorquidia?

A cirurgia de orquidopexia para criptorquidia é idealmente realizada entre 6 e 18 meses de idade. Após os 6 meses, a chance de descida espontânea é muito baixa, e a intervenção precoce minimiza riscos.

Por que a criptorquidia deve ser tratada cirurgicamente?

A criptorquidia deve ser tratada cirurgicamente para reposicionar o testículo na bolsa escrotal, otimizando seu desenvolvimento, preservando a fertilidade e reduzindo o risco de malignidade testicular e torção.

Quais os riscos de não tratar a criptorquidia?

A não correção da criptorquidia aumenta significativamente o risco de infertilidade devido à exposição do testículo a temperaturas elevadas, maior chance de torção testicular e um risco elevado de desenvolvimento de câncer testicular na vida adulta.

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