Criptorquidia: Definição, Diagnóstico e Diferenciais na Infância

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando que nas distopias testiculares da infância quando um ou ambos testículos encontra(m)-se fora do escroto, porém em algum local de seu trajeto ontogenético, assinale a alternativa que apresenta o nome da doença referida:

Alternativas

  1. A) Criptoquidia.
  2. B) Ectopia testicular.
  3. C) Testiculos retrateis.
  4. D) Hidrocele.
  5. E) Torção de testículo

Pérola Clínica

Testículo fora do escroto, mas no trajeto ontogenético = Criptorquidia.

Resumo-Chave

Criptorquidia é a condição em que um ou ambos os testículos não descem completamente para o escroto, permanecendo em algum ponto do seu trajeto normal de descida (abdominal, inguinal ou pré-escrotal). É a distopia testicular mais comum e difere da ectopia testicular, onde o testículo está fora de seu trajeto habitual.

Contexto Educacional

A criptorquidia, ou testículo não descido, é a anomalia congênita mais comum do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 3-5% dos recém-nascidos a termo e até 30% dos prematuros. É caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos no escroto, com o testículo localizado em algum ponto do seu trajeto ontogenético normal (abdominal, inguinal ou pré-escrotal). A descida testicular completa ocorre geralmente até os 6 meses de idade, e a persistência após esse período requer intervenção. A fisiopatologia da criptorquidia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e mecânicos que afetam a migração testicular. O diagnóstico é clínico, realizado por palpação do escroto e da região inguinal. É crucial diferenciar a criptorquidia do testículo retrátil (que pode ser manipulado para o escroto e permanece lá) e da ectopia testicular (testículo fora do trajeto normal de descida). Exames de imagem como ultrassonografia podem auxiliar na localização, mas a exploração cirúrgica é frequentemente necessária para testículos não palpáveis. O tratamento da criptorquidia é cirúrgico (orquidopexia) e deve ser realizado idealmente entre 6 e 18 meses de idade. O objetivo é posicionar o testículo no escroto para otimizar a espermatogênese, reduzir o risco de malignidade (embora não o elimine completamente), prevenir torção e trauma, e melhorar a imagem corporal. A intervenção precoce é fundamental para minimizar as complicações a longo prazo, como infertilidade e o desenvolvimento de tumores testiculares.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre criptorquidia e ectopia testicular?

Na criptorquidia, o testículo está localizado em algum ponto do seu trajeto normal de descida (abdominal, inguinal ou pré-escrotal), mas não no escroto. Na ectopia testicular, o testículo está fora do seu trajeto normal de descida, em locais como a região femoral, perineal ou peniana.

Quando a criptorquidia deve ser tratada e qual a conduta?

A criptorquidia deve ser tratada cirurgicamente (orquidopexia) idealmente entre 6 e 18 meses de idade. A conduta visa preservar a fertilidade, prevenir malignidade e corrigir a posição do testículo, reduzindo o risco de torção e trauma.

Quais são as principais complicações da criptorquidia não tratada?

As principais complicações da criptorquidia não tratada incluem infertilidade (devido à exposição a temperaturas elevadas), maior risco de malignidade (tumor de células germinativas), torção testicular e hérnia inguinal associada. O tratamento precoce minimiza esses riscos.

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