Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021
Lactente apresenta testículo fora da bolsa escrotal, mas situado em seu trajeto de descida embriológico. A esta alteração é dado o nome de:
Criptorquidia = testículo fora da bolsa escrotal, mas em seu trajeto de descida embriológico. Ectopia = fora do trajeto.
A criptorquidia é a condição em que o testículo não desceu completamente para a bolsa escrotal, mas está localizado em algum ponto ao longo de seu trajeto normal de descida. É importante diferenciar da ectopia testicular, onde o testículo se encontra fora desse trajeto. O diagnóstico e manejo precoces são cruciais para preservar a fertilidade e reduzir o risco de malignidade.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma das anomalias congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 2-5% dos recém-nascidos a termo e até 30% dos prematuros. Caracteriza-se pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal, estando estes localizados em algum ponto ao longo do trajeto normal de descida embrionária, que vai do abdome até o escroto. A importância clínica reside nas potenciais complicações a longo prazo, como infertilidade, aumento do risco de malignidade testicular e torção testicular. O diagnóstico é primariamente clínico, através do exame físico cuidadoso da bolsa escrotal e da região inguinal. É fundamental diferenciar a criptorquidia verdadeira do testículo retrátil, que pode ser manualmente levado à bolsa escrotal e permanece lá por um tempo, e da ectopia testicular, onde o testículo se encontra fora do trajeto normal de descida. A maioria dos casos de criptorquidia se resolve espontaneamente nos primeiros 6 meses de vida, mas a persistência após esse período requer intervenção. A conduta para a criptorquidia persistente após os 6 meses de idade é a orquidopexia cirúrgica, idealmente realizada entre 6 e 18 meses. O objetivo é posicionar o testículo na bolsa escrotal para permitir seu desenvolvimento adequado, facilitar o autoexame e reduzir os riscos de infertilidade e câncer. O acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a posição testicular e o desenvolvimento puberal.
A criptorquidia é a falha do testículo em descer para a bolsa escrotal, permanecendo em seu trajeto normal de descida (abdominal, inguinal ou pré-escrotal). A ectopia testicular ocorre quando o testículo se desvia desse trajeto e se localiza em uma posição anormal, como na região femoral, púbica, perineal ou contralateral.
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para preservar a função testicular, incluindo a espermatogênese e a produção hormonal, e para reduzir o risco de complicações a longo prazo, como infertilidade, torção testicular e malignidade (câncer de testículo).
O tratamento padrão para a criptorquidia é a orquidopexia cirúrgica, que consiste em trazer o testículo para a bolsa escrotal e fixá-lo. Geralmente, é recomendado que o procedimento seja realizado entre 6 e 18 meses de idade para otimizar os resultados.
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