Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Leia atentamente as alternativas apresentadas abaixo assinale correta em relação à criptorquidia:
Criptorquidia unilateral corrigida: taxa de paternidade similar a testículos normais; orquidopexia ideal 6-18 meses.
A criptorquidia unilateral, quando corrigida cirurgicamente no período ideal (entre 6 e 18 meses), geralmente não afeta a fertilidade de forma significativa, pois o testículo contralateral saudável tende a compensar. A orquidopexia precoce é crucial para preservar a função testicular e reduzir o risco de malignidade.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma condição comum na pediatria, caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal após o nascimento. O diagnóstico é clínico, por meio da palpação escrotal. A importância do tratamento reside na prevenção de complicações a longo prazo, como infertilidade e aumento do risco de câncer testicular. A fisiopatologia envolve falhas no processo de descida testicular, que é influenciado por fatores hormonais, genéticos e anatômicos. A exposição do testículo a temperaturas mais elevadas no abdome ou canal inguinal pode levar à disfunção das células de Sertoli e Leydig, comprometendo a espermatogênese. A orquidopexia, a cirurgia para fixar o testículo na bolsa escrotal, é o tratamento padrão. A idade ideal para a orquidopexia é entre 6 e 18 meses. A correção precoce visa otimizar a função testicular e reduzir o risco de malignidade. Embora a criptorquidia unilateral corrigida geralmente não comprometa a fertilidade, a bilateral tem um impacto mais significativo. O acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a posição do testículo e a saúde reprodutiva.
A orquidopexia, cirurgia para corrigir a criptorquidia, deve ser realizada idealmente entre os 6 e 18 meses de idade. Intervenções precoces são associadas a melhores resultados na preservação da fertilidade e redução do risco de malignidade.
Em casos de criptorquidia unilateral corrigida, a taxa de paternidade é geralmente similar à de homens com testículos normais, pois o testículo contralateral saudável pode compensar a função reprodutiva.
Os principais riscos da criptorquidia não tratada incluem infertilidade (especialmente na bilateral), maior risco de malignidade testicular (seminoma), torção testicular e trauma do testículo ectópico.
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