Investigação do Testículo Não Palpável: Conduta e Exames

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020

Enunciado

Criança, 01 ano e 6 meses de idade, sexo masculino, é trazida pela genitora ao Ambulatório do Serviço de Cirurgia Pediátrica por ausência do testículo direito na bolsa escrotal. A mãe nega outras comorbidades ou cirurgias. Criança nascida a termo e com peso adequado para a idade gestacional. Ao exame físico, eutrófica, testículo direito não palpável ao exame da bolsa escrotal e canal inguinal; testículo esquerdo tópico e com formato e volume adequados, ausência de alterações no pênis ou períneo; Diante do quadro descrito, especifique o exame mais indicado para investigação diagnóstica.

Alternativas

Pérola Clínica

Testículo não palpável (inguinal/bolsa) → Laparoscopia é o padrão-ouro diagnóstico.

Resumo-Chave

Exames de imagem (USG/TC) têm baixa sensibilidade para testículos intra-abdominais; a exploração cirúrgica/laparoscópica é necessária.

Contexto Educacional

A criptorquidia é uma das anomalias congênitas mais comuns do trato geniturinário masculino. No caso de testículo não palpável unilateral impalpável, como o descrito, a falha em palpar o testículo no canal inguinal sugere localização intra-abdominal ou agenesia. A laparoscopia diagnóstica permite a visualização direta dos vasos espermáticos e do ducto deferente entrando no anel inguinal interno ou terminando em 'fundo cego'. A conduta cirúrgica precoce é crucial para mitigar riscos de infertilidade e seminoma.

Perguntas Frequentes

Por que a ultrassonografia não é indicada no testículo impalpável?

A ultrassonografia possui baixa sensibilidade e especificidade para localizar testículos intra-abdominais. Um resultado negativo não descarta a existência do testículo, e um resultado positivo muitas vezes é impreciso. Como a conduta final será sempre a exploração cirúrgica, o exame de imagem apenas retarda o tratamento definitivo e gera custos desnecessários.

Qual o papel da laparoscopia na criptorquidia?

A laparoscopia é considerada o padrão-ouro para o manejo do testículo não palpável. Ela permite visualizar a cavidade abdominal, identificar a presença do testículo, avaliar sua viabilidade (ou confirmar agenesia/vanishing testis) e, frequentemente, realizar o tratamento cirúrgico (orquidopexia) no mesmo tempo operatório.

Qual a idade ideal para a correção cirúrgica da criptorquidia?

A recomendação atual é que a orquidopexia seja realizada entre os 6 e 12 meses de idade. A intervenção precoce visa preservar a função germinativa, reduzir o risco de malignização futura e facilitar o autoexame, além de prevenir complicações como a torção testicular.

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