SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Sobre a criptorquidia, situação em que pelo menos um dos testículos não migram corretamente para a bolsa escrotal, correto afirmar:
Criptorquidia → Orquidopexia ideal entre 6 e 18 meses para prevenir infertilidade e malignidade.
A criptorquidia, ou testículo não descido, deve ser corrigida cirurgicamente (orquidopexia) para prevenir complicações como infertilidade e aumento do risco de malignidade. O período ideal para a cirurgia é entre 6 e 18 meses de vida, pois a exposição prolongada do testículo a temperaturas mais elevadas fora da bolsa escrotal pode causar danos irreversíveis aos espermatogônios.
A criptorquidia é uma condição pediátrica comum caracterizada pela falha de um ou ambos os testículos em descer para a bolsa escrotal. É um achado importante na puericultura, com prevalência de cerca de 3-5% em recém-nascidos a termo, diminuindo para aproximadamente 1% aos 3 meses de idade devido à descida espontânea. A não descida testicular pode ter implicações significativas para a saúde reprodutiva e oncológica do indivíduo. A fisiopatologia envolve uma interação complexa de fatores hormonais, genéticos e anatômicos que impedem a migração testicular. O diagnóstico é clínico, realizado por palpação da bolsa escrotal e do trajeto inguinal. É crucial diferenciar testículos não descidos de testículos retráteis, que podem ser manualmente levados ao escroto e permanecem lá por um tempo. A correção cirúrgica, conhecida como orquidopexia, é o tratamento definitivo para a criptorquidia. A idade ideal para a realização da cirurgia é entre 6 e 18 meses de vida. Essa janela é escolhida para permitir a descida espontânea que pode ocorrer nos primeiros meses e, ao mesmo tempo, prevenir os danos irreversíveis aos espermatogônios que começam a ocorrer após os 12-18 meses devido à exposição prolongada do testículo a temperaturas mais elevadas fora do escroto. A orquidopexia reduz o risco de infertilidade e facilita o monitoramento para o câncer testicular, embora não elimine completamente o risco de malignidade.
As principais complicações incluem infertilidade (devido ao dano testicular por temperatura elevada), maior risco de câncer testicular, torção testicular e hérnia inguinal associada.
Este período é considerado ideal porque permite a observação de uma possível descida espontânea (que raramente ocorre após 6 meses) e minimiza o tempo de exposição do testículo à temperatura abdominal, reduzindo o risco de danos aos espermatogônios.
Embora a terapia hormonal (com hCG) tenha sido utilizada no passado, sua eficácia é limitada e geralmente não é recomendada como tratamento primário, sendo a orquidopexia o padrão-ouro.
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