Criptorquidia: Manejo e Momento Ideal da Orquidopexia

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023

Enunciado

A criptorquidia é a alteração de diferenciação sexual mais comum e ocorre em cerca de 2% dos meninos, podendo levar à degeneração dos testículos e infertilidade. Em relação à conduta nesses casos, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Deve-se aguardar até os primeiros 6 meses de vida para reavaliar clinicamente e, se não houver ocorrido a descida da glândula, realizar a orquidopexia.
  2. B) Deve-se aguardar até os primeiros 6 meses de vida para reavaliar clinicamente e, se não houver ocorrido a descida da glândula, realizar a orquiectomia.
  3. C) Deve-se realizar a orquidopexia já nos primeiros dias de vida.
  4. D) Se houver hérnia inguinal associada, ela não deve ser corrigida no mesmo tempo cirúrgico, pois provavelmente irá resolver-se espontaneamente após o desenvolvimento puberal.
  5. E) Quando diagnosticada na puberdade, recomenda-se a orquidopexia e avaliação da função espermática.

Pérola Clínica

Criptorquidia: aguardar até 6 meses; se não descer, orquidopexia entre 6-18 meses para evitar infertilidade.

Resumo-Chave

A conduta expectante na criptorquidia é válida até os 6 meses de idade, período em que a descida espontânea ainda pode ocorrer. Após esse período, a orquidopexia é indicada para preservar a função testicular e reduzir riscos de malignidade e infertilidade.

Contexto Educacional

A criptorquidia, ou testículo não-descido, é a anomalia congênita mais comum do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 2-5% dos recém-nascidos a termo. Sua importância clínica reside no risco aumentado de infertilidade, malignidade testicular e torção testicular se não tratada adequadamente. O diagnóstico é clínico, por palpação escrotal. A fisiopatologia envolve falha na descida testicular, que pode ser influenciada por fatores hormonais, genéticos e anatômicos. A conduta inicial é expectante até os 6 meses de vida, pois a descida espontânea ainda pode ocorrer. Após esse período, a exposição prolongada do testículo a temperaturas mais elevadas compromete irreversivelmente a espermatogênese. O tratamento definitivo é a orquidopexia, que consiste no reposicionamento cirúrgico do testículo na bolsa escrotal. Recomenda-se que seja realizada entre 6 e 18 meses de idade para otimizar a preservação da função testicular e facilitar o rastreamento de malignidade. A correção de hérnia inguinal associada deve ser feita no mesmo tempo cirúrgico.

Perguntas Frequentes

Qual a idade ideal para realizar a orquidopexia na criptorquidia?

A orquidopexia é idealmente realizada entre 6 e 18 meses de idade, após um período de observação de até 6 meses para descida espontânea.

Por que a criptorquidia pode levar à infertilidade?

A temperatura mais elevada na cavidade abdominal ou canal inguinal prejudica a espermatogênese, levando à degeneração das células germinativas e, consequentemente, à infertilidade.

Qual a relação entre criptorquidia e hérnia inguinal?

A criptorquidia frequentemente está associada a um processo vaginal patente, que pode resultar em hérnia inguinal. Ambas as condições devem ser corrigidas cirurgicamente no mesmo tempo.

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