UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Criança de 4 anos de idade é levada para avaliação no posto de saúde devido a mãe ter percebido a ausência de um dos testículos na bolsa escrotal. Ao exame físico, observa-se testículo direito tópico e ausência do testículo esquerdo no canal inguinal e na bolsa escrotal. Nesse contexto é correto afirmar que:
Criptorquidia > 6 meses → indicação cirúrgica; testículo não palpável → laparoscopia diagnóstica/terapêutica.
A criptorquidia deve ser corrigida cirurgicamente, idealmente entre 6 e 18 meses de idade, para reduzir riscos de infertilidade e malignidade. Em casos de testículo não palpável, a laparoscopia é o método de escolha para localização e, se possível, tratamento.
A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma condição comum em pediatria, afetando cerca de 3-5% dos recém-nascidos a termo, mas com alta taxa de descida espontânea nos primeiros meses de vida. A persistência após 6 meses de idade requer intervenção, pois o testículo ectópico ou retido está sujeito a temperaturas mais elevadas, o que compromete a espermatogênese e aumenta o risco de malignidade. O diagnóstico é primariamente clínico, através do exame físico. Em casos de testículo não palpável, a investigação pode incluir exames de imagem, embora sua utilidade seja limitada para testículos intra-abdominais. A laparoscopia é considerada o padrão-ouro nesses casos, sendo tanto diagnóstica (localiza o testículo) quanto terapêutica (permite a orquidopexia ou orquiectomia). O tratamento definitivo é a orquidopexia, que consiste em reposicionar o testículo na bolsa escrotal. A cirurgia é recomendada entre 6 e 18 meses de idade. A correção precoce visa preservar a função testicular e facilitar o monitoramento para detecção precoce de malignidade, embora não elimine completamente o risco.
A correção cirúrgica da criptorquidia, a orquidopexia, é idealmente realizada entre 6 e 18 meses de idade para otimizar os resultados em termos de fertilidade e reduzir o risco de malignidade.
A laparoscopia é indicada para testículos não palpáveis, pois permite a localização do testículo (intra-abdominal, atrófico ou ausente) e, em muitos casos, a realização da orquidopexia no mesmo tempo cirúrgico.
Os principais riscos da criptorquidia não tratada incluem infertilidade (devido à exposição prolongada a temperaturas elevadas), maior risco de malignidade testicular e torção testicular.
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