Criptorquidia Não Palpável: Abordagem Cirúrgica Ideal

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Menino, 11 meses, eutrófico, é encaminhado ao cirurgião por apresentar hemibolsa escrotal vazia. Exame físico: testículo esquerdo tópico; hemibolsa escrotal direita hipoplásica, não sendo possível a palpação testicular direita na região inguinoescrotal. A conduta mais adequada, atualmente, é a realização de:

Alternativas

  1. A) estímulo hormonal com gonadotrofina coriônica humana
  2. B) exploração inguinal e orquidopexia direita 
  3. C) tratamento cirúrgico por videolaparoscopia
  4. D) reavaliação 6 meses depois para definir plano de ação

Pérola Clínica

Criptorquidia unilateral não palpável >6 meses → Videolaparoscopia diagnóstica e terapêutica.

Resumo-Chave

Em casos de criptorquidia com testículo não palpável após os 6 meses de idade, a videolaparoscopia é a conduta de escolha. Ela permite identificar a localização do testículo (intra-abdominal, ausente ou atrófico) e, se viável, realizar a orquidopexia em um único tempo cirúrgico, minimizando riscos de infertilidade e malignidade.

Contexto Educacional

A criptorquidia, ou testículo não descido, é uma condição comum em pediatria, caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. A maioria dos testículos descem espontaneamente nos primeiros 6 meses de vida. Após esse período, a intervenção é geralmente necessária. Em casos de testículo não palpável, a videolaparoscopia diagnóstica e terapêutica é a abordagem preferencial, especialmente em crianças com mais de 6 meses. Este procedimento permite a exploração da cavidade abdominal para localizar o testículo e, se viável, realizar a orquidopexia, fixando-o na bolsa escrotal. O tratamento precoce da criptorquidia é crucial para preservar a função testicular, reduzir o risco de infertilidade e diminuir a chance de malignidade testicular. O acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a posição e o desenvolvimento do testículo.

Perguntas Frequentes

Qual a idade ideal para intervir cirurgicamente na criptorquidia?

A intervenção cirúrgica para criptorquidia é recomendada entre 6 e 18 meses de idade, idealmente antes dos 12 meses, para minimizar riscos de infertilidade e malignidade.

Como é abordado um testículo não palpável em caso de criptorquidia?

Para testículo não palpável, a videolaparoscopia é o padrão ouro, permitindo a identificação do testículo (intra-abdominal, ausente ou atrófico) e a orquidopexia, se possível.

Quais os riscos de não tratar a criptorquidia?

A não correção da criptorquidia aumenta significativamente o risco de infertilidade (devido à exposição a temperaturas elevadas) e de desenvolvimento de tumores testiculares malignos.

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