Criptorquidia: Diagnóstico e Manejo do Testículo Não Palpável

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino, 8 meses de idade, vem encaminhado pelo pediatra para avaliação especializada, devido ao fato de não ter encontrado o testículo direito em bolsa escrotal. Criança nascida a termo, sem problemas de saúde. Exame físico geral sem anormalidades. Testículo esquerdo está tópico e aparentemente normotrófico. A bolsa escrotal direita está vazia. Qual a medida mais adequada para condução deste paciente?

Alternativas

  1. A) Solicitar ressonância magnética de abdome e pelve para pesquisa de gônadas.
  2. B) Palpação do testículo no canal inguinal e tentar posicioná-lo na bolsa escrotal.
  3. C) Indicar a cirurgia o mais rápido possível para preservar a fertilidade.
  4. D) Solicitar ultrassom abdominal para pesquisa de gônadas.

Pérola Clínica

Criptorquidia > 6 meses com testículo não palpável → RM para localização e planejamento cirúrgico.

Resumo-Chave

Em casos de criptorquidia com testículo não palpável após os 6 meses de idade, a ressonância magnética é um exame de imagem útil para localizar o testículo intra-abdominal ou no canal inguinal, auxiliando no planejamento da orquidopexia e minimizando a necessidade de exploração cirúrgica desnecessária.

Contexto Educacional

A criptorquidia, ou testículo não descido, é a anomalia congênita mais comum do trato geniturinário masculino, afetando cerca de 3-5% dos recém-nascidos a termo e até 30% dos prematuros. É crucial diferenciar um testículo não palpável de um testículo retrátil, que pode ser manipulado para a bolsa escrotal. A avaliação inicial da criptorquidia é clínica, com palpação cuidadosa do canal inguinal e bolsa escrotal. Em casos de testículo não palpável, exames de imagem como o ultrassom podem ser tentados, mas sua sensibilidade para testículos intra-abdominais é limitada. A ressonância magnética (RM) é mais precisa para localizar gônadas não palpáveis, especialmente após os 6 meses de idade, quando a descida espontânea é menos provável. O tratamento definitivo é cirúrgico (orquidopexia), idealmente realizado entre 6 e 12 meses de vida. A cirurgia visa posicionar o testículo na bolsa escrotal para preservar a fertilidade, reduzir o risco de malignidade e facilitar o exame físico. O atraso no tratamento aumenta os riscos de infertilidade e câncer testicular.

Perguntas Frequentes

Qual a idade ideal para o tratamento da criptorquidia?

A idade ideal para a orquidopexia (cirurgia para descer o testículo) é entre 6 e 12 meses de vida. A intervenção precoce é recomendada para preservar a função testicular, reduzir o risco de infertilidade e facilitar o monitoramento para detecção precoce de malignidade.

Quais os riscos de não tratar a criptorquidia?

Os principais riscos de não tratar a criptorquidia incluem infertilidade (devido à exposição do testículo a temperaturas elevadas), maior risco de câncer testicular (sempre maior, mas a orquidopexia facilita o autoexame), torção testicular e hérnia inguinal associada.

Quando a ressonância magnética é indicada na criptorquidia?

A ressonância magnética (RM) é indicada para localizar testículos não palpáveis, especialmente quando há suspeita de testículo intra-abdominal ou quando outros exames, como o ultrassom, não foram conclusivos. Ela oferece melhor resolução de tecidos moles e pode ajudar a diferenciar o testículo de outras estruturas.

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