HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Durante consulta de rotina, o pediatra não consegue palpar o testículo direito na bolsa escrotal de um menino de 1 ano e 6 meses, e ainda observa hipotrofia da bolsa testicular correspondente. Considerando o diagnóstico de criptorquidia, assinale a alternativa correta em relação às informações que devem ser dadas à família.
Criptorquidia → ↑ Risco de infertilidade e CA testicular (risco proporcional à altura do testículo).
O testículo não descido sofre alterações degenerativas devido à temperatura intra-abdominal elevada, aumentando o risco de malignidade e reduzindo o potencial germinativo.
A criptorquidia é uma das malformações genitais mais comuns no sexo masculino. A fisiopatologia envolve a exposição do tecido testicular a temperaturas mais elevadas do que o ideal (bolsa escrotal), levando à apoptose de células germinativas e transformação neoplásica. O risco de câncer testicular é cerca de 5 a 10 vezes maior em pacientes com criptorquidia, sendo maior para testículos abdominais do que inguinais. Além disso, a bilateralidade aumenta significativamente o risco de infertilidade futura. O diagnóstico é clínico, e a ausência de testículo palpável em uma criança de 18 meses, associada à hipoplasia escrotal, indica necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
A recomendação atual é que a orquidopexia seja realizada entre os 6 e 12 meses de idade. A descida espontânea é rara após os 6 meses, e a intervenção precoce visa preservar a função espermatogênica e facilitar o rastreio de tumores.
A orquidopexia não elimina o risco aumentado de neoplasia germinativa, mas posiciona o testículo na bolsa escrotal, permitindo o autoexame e a detecção precoce de massas, o que é crucial para o prognóstico.
O testículo retrátil pode ser trazido à bolsa escrotal sem tensão e lá permanece temporariamente após a manobra. Na criptorquidia, o testículo não alcança o fundo da bolsa ou retorna imediatamente ao canal inguinal após a tração.
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