HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Atenção: Considere o caso clínico abaixo para responder à questão.Homem, 36 anos de idade, comparece à unidade de emergência com queixa de cefaleia holocraniana em peso há duas semanas. Relata que, no início, a dor era de leve intensidade (3/10), estando associada a astenia e febre (38,2°C). Nos últimos três dias, a intensidade da dor piorou, sendo de moderada intensidade no momento. Neste mesmo período, também passou a apresentar fotofobia, rigidez no pescoço, turvação visual e teve dois episódios de vômitos. Tem história de HIV há 10 anos, fazendo uso irregular da terapia antirretroviral. Ao exame, estava sonolento e desorientado, com temperatura de 38,6 ºC e redução de acuidade visual, predominantemente à direita. A tomografia de crânio obtida após a admissão pode sr vista na imagem a seguir: O resultado do exame do LCR pode ser visto na tabela e na imagem da microscopia a seguir. O diagnóstico é:
Paciente HIV com cefaleia, febre, sinais meníngeos e LCR com pleocitose linfocitária, hipoglicorraquia e ↑ proteínas → suspeitar de meningite criptocócica. Tinta da Índia positiva confirma.
O quadro clínico de cefaleia, febre, sinais meníngeos e alteração de consciência em paciente HIV com uso irregular de TARV, associado a LCR com pleocitose linfocitária, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia, é altamente sugestivo de meningite criptocócica. A imagem da microscopia (Tinta da Índia) e o antígeno criptocócico confirmam o diagnóstico.
A criptococose do Sistema Nervoso Central (SNC) é uma infecção fúngica oportunista grave, especialmente prevalente em pacientes com HIV/AIDS, particularmente aqueles com imunossupressão avançada e adesão irregular à terapia antirretroviral (TARV). A doença se manifesta como meningite ou meningoencefalite, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes HIV. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica, que inclui cefaleia, febre, sinais meníngeos e alterações do estado mental, e na análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). O LCR tipicamente revela pleocitose linfocitária, aumento de proteínas e redução da glicose. A confirmação é feita pela visualização do fungo na Tinta da Índia e, mais sensivelmente, pela detecção do antígeno criptocócico no LCR ou soro. O tratamento da meningite criptocócica envolve antifúngicos como anfotericina B e flucitosina na fase de indução, seguidos por fluconazol na fase de consolidação e manutenção. O manejo da pressão intracraniana elevada é crucial. A adesão à TARV é fundamental para restaurar a imunidade e prevenir recorrências, mas deve ser iniciada com cautela para evitar a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS).
Os achados incluem cefaleia, febre, náuseas/vômitos, fotofobia, rigidez de nuca, alterações do estado mental e déficits neurológicos focais, frequentemente com início insidioso devido à imunossupressão.
O LCR tipicamente mostra pleocitose linfocitária, hiperproteinorraquia e hipoglicorraquia. A pesquisa de fungos por Tinta da Índia e a detecção do antígeno criptocócico são essenciais para o diagnóstico confirmatório.
A Tinta da Índia é um método rápido e de baixo custo para visualizar as cápsulas dos Cryptococcus neoformans no LCR, fornecendo um diagnóstico presuntivo rápido, embora o antígeno criptocócico seja mais sensível.
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