INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Em paciente com SIDA, apresentando linfonodomegalia hilar, mediastinal e acometimento intersticial pulmonar em associação com quadro neurológico de meningite, deve-se suspeitar de:
SIDA + linfonodomegalia hilar/pulmonar + meningite → Criptococose até prova em contrário.
A criptococose é uma infecção fúngica oportunista comum em pacientes com SIDA, frequentemente apresentando-se com acometimento pulmonar (linfonodomegalia, infiltrado intersticial) e neurológico (meningite). A disseminação é característica e deve ser fortemente suspeitada neste cenário clínico.
A criptococose é uma micose sistêmica causada pelo fungo encapsulado Cryptococcus neoformans, sendo uma das infecções oportunistas mais comuns e graves em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), especialmente aqueles com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm³. A doença pode afetar múltiplos órgãos, mas o acometimento pulmonar e do sistema nervoso central (SNC) são os mais frequentes e clinicamente relevantes. A fisiopatologia envolve a inalação de esporos, que se disseminam hematogenicamente. No pulmão, pode causar infiltrados intersticiais, nódulos ou linfonodomegalia hilar/mediastinal. No SNC, a meningite criptocócica é a forma mais grave, apresentando-se com cefaleia, febre, náuseas, vômitos e alterações do estado mental. A suspeita diagnóstica é crucial em pacientes imunocomprometidos com esses sintomas, e a confirmação é feita por cultura ou detecção de antígeno em LCR e/ou amostras respiratórias. O tratamento da criptococose disseminada, especialmente a meníngea, envolve uma fase de indução com anfotericina B lipossomal e flucitosina, seguida de uma fase de consolidação e manutenção com fluconazol. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, sendo uma causa significativa de morbimortalidade em pacientes com SIDA. A profilaxia secundária é essencial para prevenir recidivas.
Em pacientes com SIDA, a criptococose frequentemente se manifesta com sintomas pulmonares como tosse, dispneia e linfonodomegalia hilar/mediastinal, além de sintomas neurológicos de meningite, como cefaleia, febre, náuseas e alterações do estado mental.
O diagnóstico da criptococose meníngea é feito pela análise do líquido cefalorraquidiano (LCR), que pode mostrar tinta da China positiva para leveduras encapsuladas, cultura positiva para Cryptococcus neoformans e detecção de antígeno criptocócico.
Os diagnósticos diferenciais incluem outras infecções oportunistas como tuberculose, histoplasmose, pneumocistose (P. jirovecii), citomegalovírus, além de linfoma ou sarcoma de Kaposi com acometimento pulmonar.
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