UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Homem de 34 anos, HIV positivo, em uso irregular de terapia antirretroviral, procura a emergência com quadro de duas semanas de febre, cefaleia, náuseas e vômitos. Ao exame físico, o paciente apresenta sonolência e rigidez de nuca. O resultado da TC de crânio foi normal e a punção liquórica revelou discreta pleocitose linfocítica e hiperproteinorraquia, com glicorraquia normal. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado e o tratamento mais adequado para o paciente, respectivamente, são:
HIV + sintomas meníngeos + liquor linfocítico/glicose normal → suspeitar criptococose; exame: látex para Cryptococcus; tratamento: Anfotericina B.
Em pacientes HIV positivos com imunossupressão (uso irregular de TARV) e sintomas de meningite (febre, cefaleia, rigidez de nuca), com líquor mostrando pleocitose linfocítica, hiperproteinorraquia e glicorraquia normal, a criptococose meníngea é o diagnóstico mais provável. O diagnóstico é confirmado pelo teste de látex para Cryptococcus no líquor e o tratamento inicial é com Anfotericina B.
A meningite criptocócica é uma infecção oportunista grave do sistema nervoso central, comum em pacientes com HIV/AIDS, especialmente aqueles com imunossupressão avançada ou em uso irregular de terapia antirretroviral. É causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, que é inalado e pode disseminar-se para o SNC. A apresentação clínica é subaguda, com sintomas como febre, cefaleia, náuseas, vômitos e sinais de irritação meníngea, como rigidez de nuca. O diagnóstico é crucial e baseia-se na análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). A punção liquórica tipicamente revela pleocitose linfocítica discreta, hiperproteinorraquia e glicorraquia normal ou levemente reduzida. O exame mais específico para confirmação é a pesquisa de antígeno capsular de Cryptococcus (teste de látex ou imunoensaio) no LCR, que possui alta sensibilidade e especificidade. A cultura do LCR para fungos também é importante. O tratamento inicial (fase de indução) é agressivo e geralmente envolve a combinação de anfotericina B (lipossomal ou desoxicolato) com flucitosina, por um período de duas semanas. Após a indução, segue-se a fase de consolidação com fluconazol em altas doses e, posteriormente, a fase de manutenção com fluconazol em doses menores, até a reconstituição imune com a TARV. O manejo da pressão intracraniana elevada é um aspecto vital do tratamento.
Os pacientes HIV com meningite criptocócica frequentemente apresentam febre, cefaleia, náuseas, vômitos, sonolência e rigidez de nuca. Os sintomas podem ser subagudos e insidiosos.
O diagnóstico é feito pela pesquisa de antígeno capsular de Cryptococcus neoformans no líquor (teste de látex ou imunoensaio) e/ou cultura do líquor. A análise do líquor geralmente mostra pleocitose linfocítica, hiperproteinorraquia e glicorraquia normal.
O tratamento de indução para meningite criptocócica em pacientes HIV é a anfotericina B lipossomal ou desoxicolato, geralmente combinada com flucitosina, seguida por terapia de consolidação e manutenção.
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