SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Sobre a Criptococose, assinale a alternativa INCORRETA.
Criptococose: formas pulmonar, cutânea, sistêmica (meningite). Tratamento disseminada → Anfotericina B.
A criptococose é uma micose sistêmica causada principalmente por Cryptococcus neoformans ou C. gattii. Embora possa apresentar formas cutânea e pulmonar, a forma sistêmica mais grave é a meningite, especialmente em imunocomprometidos. O tratamento varia conforme a forma e o status imunológico do paciente.
A criptococose é uma micose sistêmica causada por leveduras encapsuladas do gênero Cryptococcus, principalmente C. neoformans e C. gattii. É uma infecção oportunista comum em pacientes imunocomprometidos, como aqueles com HIV/AIDS, transplantados ou em uso de imunossupressores. A inalação de esporos é a principal via de infecção, levando inicialmente ao acometimento pulmonar. O diagnóstico da criptococose envolve a identificação do fungo em culturas de fluidos corporais (LCR, escarro), histopatologia ou detecção de antígeno capsular (teste de látex para CrAg) no soro ou LCR. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com imunodeficiência que apresentam sintomas neurológicos (cefaleia, febre, alteração do estado mental) ou pulmonares persistentes. O acometimento cerebral, na forma de meningite, é a manifestação mais grave e comum da doença disseminada. O tratamento da criptococose depende da forma clínica e do estado imunológico do paciente. Para a doença disseminada ou meningite, a terapia de indução geralmente consiste em Anfotericina B (lipossomal ou desoxicolato) associada à flucitosina, seguida por uma fase de consolidação com fluconazol e, posteriormente, terapia de manutenção com fluconazol por um período prolongado para prevenir recidivas, especialmente em pacientes com HIV.
As principais formas clínicas da criptococose incluem a pulmonar (assintomática ou com sintomas respiratórios), cutânea (lesões variadas) e a sistêmica, que frequentemente se manifesta como meningite subaguda ou crônica, mas pode afetar outros órgãos.
Para a criptococose disseminada, especialmente a meningite criptocócica, o esquema terapêutico de primeira escolha é a Anfotericina B (geralmente lipossomal) em combinação com flucitosina, seguida por terapia de consolidação com fluconazol.
O comprometimento pulmonar é a porta de entrada da infecção e pode ser assintomático ou leve, antecedendo o acometimento cerebral (meningite) em anos, especialmente em pacientes imunocomprometidos, que podem desenvolver a doença disseminada.
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