CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Assinale a alternativa correta quanto aos tumores malignos da superfície ocular:
Tumor maligno epitelial conjuntival → Exérese com 'no-touch' + Crioterapia das margens.
A crioterapia per-operatória é fundamental no tratamento de tumores malignos epiteliais da conjuntiva para destruir células neoplásicas microscópicas e prevenir a recidiva local.
O manejo dos tumores da superfície ocular baseia-se na diferenciação entre lesões melanocíticas e não-melanocíticas. A Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN) é fortemente associada à exposição solar (radiação UV) e ao HPV. A técnica cirúrgica padrão-ouro é a 'no-touch', minimizando a manipulação direta do tumor para evitar o seeding (semeadura) celular. O uso de adjuvantes, como a crioterapia e quimioterápicos tópicos, transformou o prognóstico dessas doenças, permitindo taxas de cura elevadas com preservação da função ocular. Já os melanomas de conjuntiva exigem uma abordagem ainda mais agressiva devido ao risco de metástase linfonodal e sistêmica.
A crioterapia é aplicada nas margens da conjuntiva bulbar remanescente e no limbo após a exérese do tumor. Ela promove o congelamento rápido e degelo lento, o que causa a ruptura das membranas celulares de possíveis células tumorais residuais. Essa técnica, associada à margem de segurança de 3 a 4 mm, reduz significativamente as taxas de recorrência local do carcinoma espinocelular.
Sim. A Mitomicina C (MMC) tópica, assim como o 5-Fluorouracil (5-FU) e o Interferon alfa-2b, pode ser utilizada como tratamento primário (quimioterapia tópica) para neoplasias escamosas da superfície ocular, incluindo a ceratose actínica e o carcinoma in situ, especialmente em lesões extensas ou multifocais onde a cirurgia causaria deficiência de células-tronco limbares.
O tumor maligno mais comum da conjuntiva é o Carcinoma de Células Escamosas (CEC), que faz parte do espectro da Neoplasia Escamosa da Superfície Ocular (OSSN). O linfoma MALT (tecido linfoide associado à mucosa), embora importante, é menos frequente que as neoplasias epiteliais escamosas.
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