UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente vítima de colisão moto anteparo fixo, sem capacete, há cerca de 30 minutos, trazido pelo Samu para a emergência do hospital metropolitano, imobilizado em prancha longa e com colar cervical, inconsciente, ventilando com ambu e guedel, com bastante sangue em face e boca, restos de vômito na boca, PA= 100x60 mmhg, FC=115 bpm, FR=28Rpm. O próximo passo é
Trauma com via aérea obstruída/difícil (sangue/vômito) e intubação falha → Cricotiroidostomia de emergência.
Em um paciente traumatizado, inconsciente, com sangramento e vômito na via aérea, a intubação orotraqueal pode ser impossível ou extremamente perigosa devido ao risco de aspiração e dificuldade de visualização. Nesses cenários de 'via aérea não-passável, não-segura', a cricotiroidostomia é a técnica de escolha para estabelecer uma via aérea definitiva e proteger o paciente rapidamente.
O manejo da via aérea é a prioridade absoluta no atendimento ao paciente traumatizado, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Em situações de trauma facial grave, sangramento e vômito, a via aérea pode estar comprometida, tornando a intubação orotraqueal (IOT) um desafio ou até impossível. Nesses cenários, a cricotiroidostomia de emergência surge como uma técnica salvadora, permitindo o rápido estabelecimento de uma via aérea definitiva e segura. É crucial que o médico de emergência esteja apto a identificar as indicações e realizar este procedimento de forma eficaz.
As principais indicações incluem falha na intubação orotraqueal, incapacidade de ventilar o paciente por outros meios, obstrução da via aérea superior por trauma facial grave, edema de glote ou aspiração maciça que impede a visualização das cordas vocais.
A cricotiroidostomia é um procedimento de emergência realizado através da membrana cricotireoidea, mais rápido e com menos complicações imediatas. A traqueostomia é um procedimento mais complexo, geralmente eletivo ou de urgência, realizado abaixo da cartilagem cricoide, para acesso prolongado à via aérea.
A intubação orotraqueal pode ser contraindicada ou extremamente difícil devido à distorção anatômica, sangramento profuso e presença de vômito, que impedem a visualização da glote e aumentam significativamente o risco de aspiração pulmonar.
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