INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente de 20 anos, vítima de colisão frontal de automóvel contra parede de alvenaria, em alta velocidade, sem cinto de segurança e sem airbag, é trazido por familiares a um pronto-socorro. Ao exame, o rapaz apresenta traumatismo craniofacial extenso, escala de coma de Glasgow de 6, sinais de fratura e de instabilidade do arco mandibular, laceração e perda tissular significativa no segmento — lábios, língua, gengivas e elementos dentários — associadas a sangramento profuso. Diante desse quadro clínico, o médico deve, imediatamente, realizar
Trauma craniofacial extenso + Glasgow 6 + obstrução via aérea → Cricotireoidostomia de emergência.
Em trauma craniofacial extenso com comprometimento grave da via aérea superior (fratura mandibular, laceração, sangramento profuso) e rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 6), a intubação orotraqueal pode ser inviável ou contraindicada. Nesses casos, a cricotireoidostomia é a conduta de escolha para assegurar uma via aérea definitiva e salvar a vida do paciente.
O manejo da via aérea é a prioridade número um no atendimento ao paciente traumatizado, seguindo os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS). Em casos de trauma craniofacial extenso, como o descrito, a avaliação e o controle da via aérea tornam-se particularmente desafiadores devido à distorção anatômica, sangramento e edema. Um paciente com traumatismo craniofacial grave, rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 6) e sinais de obstrução da via aérea (fratura mandibular, laceração, sangramento profuso) apresenta uma via aérea difícil e potencialmente não manejável por intubação orotraqueal convencional. Nessas situações, a tentativa prolongada de intubação pode levar à hipóxia e piora do prognóstico. A cricotireoidostomia de emergência é o procedimento de escolha para estabelecer uma via aérea definitiva e segura quando a intubação orotraqueal falha ou é contraindicada. É um procedimento relativamente rápido e com menor risco de complicações agudas em comparação com a traqueostomia de emergência, tornando-se vital para a sobrevida do paciente em cenários de trauma grave. Residentes devem dominar a indicação e a técnica deste procedimento salvador.
A cricotireoidostomia é indicada como via aérea de emergência quando a intubação orotraqueal é impossível ou contraindicada, especialmente em casos de trauma craniofacial grave, fratura de mandíbula, lesões laríngeas ou obstrução da via aérea superior por sangramento/edema.
A intubação orotraqueal pode ser contraindicada ou extremamente difícil em trauma craniofacial extenso devido à distorção anatômica, sangramento profuso, edema grave, fraturas de mandíbula ou maxila que impedem a abertura da boca, e lesões cervicais instáveis.
A cricotireoidostomia é um procedimento de emergência mais rápido, realizado através da membrana cricotireoidea. A traqueostomia é um procedimento mais complexo, geralmente eletivo ou realizado em situações de emergência por cirurgiões experientes, com maior risco de complicações e tempo de execução.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo