UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
A cricotireoidostomia tem sido aceita como via aérea de emergência cirúrgica preferida no cenário ''não consegue intubar, não consegue ventilar'' por sua simplicidade técnica e rapidez de execução. Qual a principal complicação da cricoti reoidostom ia?
Cricotireoidostomia: principal complicação a longo prazo é estenose subglótica.
A cricotireoidostomia é uma técnica de via aérea de emergência vital, mas não isenta de riscos. Embora sangramento e lesão esofágica sejam complicações agudas, a estenose subglótica é a complicação mais temida a longo prazo, podendo exigir intervenções adicionais.
A cricotireoidostomia é um procedimento de emergência para estabelecer uma via aérea quando a intubação orotraqueal e a ventilação com máscara facial falham ('não consegue intubar, não consegue ventilar'). É uma técnica relativamente simples e rápida, realizada através da membrana cricotireoidea, que conecta a cartilagem cricoide à cartilagem tireoide. Sua importância reside na capacidade de salvar vidas em situações críticas de obstrução de via aérea superior ou falha de intubação. Embora seja um procedimento de emergência, a cricotireoidostomia não é isenta de riscos. As complicações podem ser divididas em agudas e crônicas. As complicações agudas incluem sangramento (que pode ser significativo), lesão esofágica, falsa via, pneumotórax e infecção. A lesão do nervo laríngeo recorrente é rara, mas pode ocorrer. A principal complicação a longo prazo e a mais temida é a estenose subglótica. Esta ocorre devido à inflamação e fibrose na região subglótica, que é a parte mais estreita da laringe abaixo das cordas vocais. A estenose pode levar a dispneia, estridor e necessidade de reintervenção cirúrgica, como dilatação ou traqueostomia permanente. Por essa razão, a cricotireoidostomia é geralmente considerada uma medida temporária, e a conversão para uma traqueostomia formal é recomendada assim que a condição do paciente permitir.
É indicada na situação de 'não consegue intubar, não consegue ventilar', quando outras tentativas de estabelecer uma via aérea falharam e o paciente está em risco iminente de hipóxia. É uma medida salvadora de vida.
As complicações agudas incluem sangramento, lesão de estruturas adjacentes (esôfago, nervo laríngeo recorrente), falsa via, e pneumotórax. A técnica correta minimiza esses riscos.
A estenose subglótica ocorre devido à inflamação e fibrose na região subglótica, que é mais estreita e vulnerável a lesões pelo tubo. A cricotireoidostomia é uma ponte para uma traqueostomia definitiva, que deve ser realizada assim que o paciente estiver estável.
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