HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Nas situações em que há uma impossibilidade de intubação orotraqueal na sala de emergência, o cirurgião pode ser acionado para providenciar vias alternativas de acesso a traqueia visando à oxigenação e manutenção da vida. Com relação à cricotiroidostomia com agulha ou ventilação percutânea transtraqueal (VPT) em adultos, assinale a alternativa correta.
Cricotireoidostomia com agulha (VPT): risco ↑ barotrauma em obstrução glótica. Causa retenção de CO2.
A cricotireoidostomia com agulha (VPT) é uma via aérea de emergência para oxigenação, mas não para ventilação eficaz a longo prazo devido à dificuldade de exalação, levando à retenção de CO2. O risco de barotrauma é maior em obstruções glóticas, pois a saída de ar é dificultada.
A cricotireoidostomia com agulha, ou ventilação percutânea transtraqueal (VPT), é um procedimento de emergência vital para estabelecer uma via aérea quando a intubação orotraqueal é impossível e outras opções falharam. É uma técnica de acesso rápido à traqueia, realizada através da membrana cricotireoidea, utilizando uma agulha de grosso calibre (geralmente 14G) acoplada a um sistema de ventilação. Seu principal objetivo é fornecer oxigenação imediata, sendo uma medida temporária. Embora eficaz para oxigenação, a VPT apresenta limitações significativas na ventilação. Devido ao pequeno calibre da cânula e à natureza passiva da exalação, a eliminação de dióxido de carbono (CO2) é ineficiente. Isso leva rapidamente à retenção de CO2 e acidose respiratória, tornando-a inadequada para ventilação prolongada. Por essa razão, a VPT é considerada uma ponte para uma via aérea definitiva, como uma cricotireoidostomia cirúrgica ou traqueostomia. Um risco importante associado à VPT é o barotrauma, especialmente em pacientes com obstruções glóticas ou de vias aéreas superiores. Nesses casos, a dificuldade de saída do ar insuflado pode levar a um aumento excessivo da pressão intratorácica, resultando em complicações como pneumotórax, pneumomediastino e enfisema subcutâneo. Portanto, a indicação e a execução devem ser precisas, com monitorização cuidadosa para minimizar esses riscos.
É indicada como uma via aérea de emergência "salva-vidas" quando a intubação orotraqueal é impossível e outras técnicas de via aérea falharam, visando primariamente a oxigenação.
Sua principal limitação é a dificuldade de exalação, o que leva rapidamente à retenção de dióxido de carbono (hipercapnia) e acidose respiratória, não sendo adequada para ventilação prolongada.
Em obstruções glóticas, a saída de ar é dificultada, aumentando a pressão nas vias aéreas distais e nos pulmões durante a insuflação, o que eleva o risco de barotrauma, como pneumotórax.
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