IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Sobre as crianças expostas ao HIV, é correto afirmar que:
Crianças expostas HIV (não infectadas) → ↑ risco infecções bacterianas e gravidade.
Crianças expostas ao HIV, mesmo as não infectadas, apresentam maior risco de infecções bacterianas e quadros mais graves devido a fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer, exposição a infecções maternas e disfunção imune transitória. O diagnóstico de HIV em expostos é feito por testes virológicos nos primeiros 18 meses, e a profilaxia para PCP é iniciada precocemente.
O manejo de crianças expostas ao HIV é um tema de grande importância na pediatria, exigindo conhecimento aprofundado dos residentes sobre diagnóstico, profilaxia e acompanhamento. A transmissão vertical do HIV, embora reduzida com as intervenções atuais, ainda representa um desafio. É fundamental compreender as particularidades dessas crianças, sejam elas infectadas ou não. Para o diagnóstico da infecção pelo HIV em crianças expostas, utilizam-se testes virológicos (carga viral ou DNA pró-viral) nos primeiros 18 meses de vida, pois os testes sorológicos (anti-HIV) podem detectar anticorpos maternos e gerar falsos positivos. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda a primeira coleta de carga viral na 4ª semana de vida. A profilaxia para Pneumocystis jiroveci (PCP) com sulfametoxazol + trimetoprim é iniciada precocemente (a partir de 4-6 semanas de vida) em todas as crianças expostas, até que a infecção seja descartada. É crucial notar que crianças expostas ao HIV, mesmo as não infectadas, tendem a apresentar maior morbidade. Elas têm um risco aumentado de infecções bacterianas e quadros mais graves, além de maior incidência de prematuridade e baixo peso ao nascer, devido a fatores como a exposição intrauterina ao vírus e a um ambiente desfavorável. A vacinação segue o calendário do PNI, com algumas adaptações para as crianças infectadas, como a contraindicação da BCG e rotavírus em imunodeprimidos. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para garantir o melhor prognóstico.
Crianças expostas ao HIV, mesmo as não infectadas, têm maior risco de prematuridade, baixo peso ao nascer, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e maior susceptibilidade a infecções bacterianas, com quadros mais graves, devido a fatores como disfunção imune transitória e exposição a um ambiente intrauterino e pós-natal desfavorável.
O diagnóstico de infecção pelo HIV em crianças expostas é feito por testes virológicos (carga viral de HIV ou DNA pró-viral) a partir da 4ª semana de vida, repetidos em momentos específicos (ex: 4ª semana, 4º mês, 6º mês). Testes anti-HIV só são confiáveis após os 18 meses de idade, quando os anticorpos maternos já foram eliminados.
A profilaxia para PCP com sulfametoxazol + trimetoprim (SMX+TMP) é iniciada em todas as crianças expostas ao HIV a partir de 4-6 semanas de vida, independentemente da contagem de CD4, e mantida até que a infecção pelo HIV seja definitivamente excluída (com dois testes virológicos negativos após 4 meses de idade).
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