UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Sobre as crianças expostas ao HIV, é correto afirmar que:
Crianças expostas ao HIV (não infectadas) → maior risco de infecções bacterianas graves.
Mesmo crianças expostas ao HIV que não se infectam (HIV negativas) podem apresentar maior morbidade, incluindo um risco aumentado de infecções bacterianas e quadros mais graves, devido a fatores como prematuridade, baixo peso ao nascer e exposição a um ambiente de saúde mais vulnerável.
As crianças expostas ao HIV, ou seja, nascidas de mães soropositivas, representam um grupo de alta vulnerabilidade que exige acompanhamento pediátrico especializado, independentemente de serem infectadas ou não. A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação, e a profilaxia antirretroviral materna e neonatal, juntamente com a inibição da amamentação, são cruciais para reduzir esse risco. Mesmo as crianças expostas ao HIV que não se infectam (HIV negativas) tendem a apresentar maior morbidade em comparação com crianças não expostas. Isso se deve a múltiplos fatores, incluindo prematuridade, baixo peso ao nascer, exposição a infecções oportunistas maternas, e um ambiente socioeconômico e de saúde que pode ser mais desafiador. Consequentemente, essas crianças têm um risco aumentado de infecções bacterianas, hospitalizações e quadros clínicos mais graves. O manejo dessas crianças inclui o diagnóstico precoce da infecção pelo HIV (com testes virológicos), profilaxia para infecções oportunistas como a pneumonia por Pneumocystis jiroveci, e um esquema vacinal adaptado. É fundamental que os residentes compreendam que a exposição ao HIV por si só já confere riscos à saúde da criança, exigindo vigilância e intervenções específicas para otimizar seu desenvolvimento e bem-estar.
O diagnóstico de HIV em crianças expostas é feito por testes virológicos (carga viral ou DNA pró-viral) nas primeiras semanas de vida, geralmente ao nascer, 1-2 meses e 4-6 meses.
A profilaxia para Pneumocystis jiroveci (com sulfametoxazol + trimetoprim) é iniciada em crianças expostas ao HIV a partir de 4-6 semanas de vida, independentemente do status de infecção, até que a infecção seja excluída.
Crianças expostas ao HIV não infectadas podem receber todas as vacinas do PNI. As vacinas de vírus vivos atenuados (ex: BCG, rotavírus, febre amarela, tríplice viral) são contraindicadas apenas se a criança estiver infectada e imunodeprimida.
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