PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Criança de sete anos com queixas de prostração, tosse seca, cefaleia, perda de apetite, febre, aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo e história de viagem há 15 dias a São Paulo. Ao exame, apresenta coriza, conjuntivite bilateral, e exantema cutâneo maculopapular de direção cefalocaudal. Assinale a alternativa condizente com as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde em 2019 para atendimento a portadores dessa doença, na UBS.
Sarampo → Precaução aérea (N95 p/ profissional, máscara cirúrgica p/ paciente) + notificação compulsória.
O caso descreve um quadro clássico de sarampo (pródromos, exantema cefalocaudal, história epidemiológica). Devido à alta transmissibilidade por via aérea, as precauções são rigorosas: máscara N95 para o profissional e máscara cirúrgica para o paciente, além do isolamento respiratório. O bloqueio vacinal é ampliado, e a sorologia IgM é mais confiável após o 4º dia do exantema.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, altamente contagiosa, que se manifesta por febre, exantema maculopapular (com progressão cefalocaudal), tosse, coriza e conjuntivite. A história de viagem e o quadro clínico são altamente sugestivos. A importância do sarampo reside em sua alta transmissibilidade e no potencial de causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e óbito, especialmente em crianças desnutridas e imunocomprometidas. As medidas de controle e prevenção são cruciais, especialmente em surtos. A transmissão ocorre por meio de gotículas e aerossóis, o que exige precauções de transmissão aérea. Isso significa que profissionais de saúde devem usar máscaras N95 ou equivalentes, e o paciente deve usar máscara cirúrgica para conter a dispersão de partículas. O isolamento respiratório é mandatório. Além disso, a notificação compulsória imediata de casos suspeitos é fundamental para a vigilância epidemiológica e a implementação de ações de bloqueio. Para a prática na UBS e para a residência, é vital conhecer as diretrizes do Ministério da Saúde para o manejo do sarampo. Isso inclui o diagnóstico clínico e laboratorial (sorologia IgM a partir do 4º dia do exantema), a conduta de isolamento, e a estratégia de bloqueio vacinal, que deve ser ampliada para todos os contatos suscetíveis, não se limitando apenas aos contatos mais próximos. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.
Devido à transmissão aérea do sarampo, são necessárias precauções rigorosas: o profissional de saúde deve usar máscara N95 e o paciente deve usar máscara cirúrgica. O paciente deve ser isolado em quarto com pressão negativa, se disponível, ou em área separada.
A sorologia para detecção de IgM para sarampo é mais indicada a partir do 4º dia do aparecimento do exantema, pois antes desse período pode haver resultados falso-negativos devido à baixa produção de anticorpos.
O bloqueio vacinal para sarampo é uma medida de controle que visa vacinar todos os contatos próximos de um caso confirmado, incluindo contatos domiciliares, escolares e de trabalho, em até 72 horas após a exposição, para interromper a cadeia de transmissão.
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