Asma Pediátrica Grave: Fatores de Risco e Manejo

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015

Enunciado

Criança de 10 anos é trazido para emergência com quadro de tosse e cansaço há 2 dias. Tem diagnóstico de Asma desde os 3 anos de idade. No último ano apresentou 3 crises, sendo a última há 1 mês na UTI pediátrica. Não está fazendo uso de medicação contínua, utilizando salbutamol aerossol somente nas crises. Nega febre, refere dor abdominal, sensação de aperto no peito.Exame físico: ansiosa, com dificuldade para completar as frases, corada, hidratada, acianótica, afebril, anictérica. FC=120 bpm; FR= 32 ipm; Saturação de oxigênio (ar ambiente) 92%.Retração intercostal e subdiafragmática moderada. Murmúrio vesicular presente e sibilos difusos. Restante do exame físico sem alterações.Baseado na história do paciente, qual fator é considerado de maior risco para evolução fatal ou quase fatal?Quais classes de medicamentos devem sem administrados imediatamente para controle da crise?

Alternativas

Pérola Clínica

Asma: história de UTI e falta de controle são maiores riscos; tratar com SABA, corticosteroide sistêmico e O2.

Resumo-Chave

A história de internação em UTI por asma e a não adesão à medicação de controle são fatores de altíssimo risco para crises futuras graves ou fatais. O manejo imediato da crise inclui broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e oxigenoterapia, se necessário.

Contexto Educacional

A asma é uma doença crônica comum na infância, e a identificação de fatores de risco para crises graves ou fatais é crucial. Pacientes com histórico de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) por asma, intubação prévia, uso excessivo de broncodilatadores de curta ação (SABA) sem medicação de controle, e baixa adesão ao tratamento preventivo, apresentam um risco significativamente elevado. A dificuldade em completar frases e a saturação de oxigênio limítrofe (92%) indicam uma crise moderada a grave que exige intervenção imediata. O manejo imediato de uma crise asmática grave envolve uma abordagem multifacetada. Primeiramente, a broncodilatação rápida é essencial, utilizando agonistas beta-2 de curta ação (SABA), como o salbutamol, administrados por nebulização ou spray com espaçador, em doses repetidas. Em crises mais graves, a adição de brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, pode potencializar o efeito broncodilatador. Simultaneamente, a inflamação das vias aéreas deve ser controlada com corticosteroides sistêmicos (orais ou intravenosos), que, embora demorem a agir, são fundamentais para reduzir a gravidade e prevenir recaídas. A oxigenoterapia é indicada para manter a saturação de oxigênio acima de 92-94%, corrigindo a hipoxemia. É vital educar o paciente e a família sobre a importância da medicação de controle e do plano de ação para a asma, a fim de prevenir futuras exacerbações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para uma crise asmática fatal em crianças?

Os principais fatores de risco incluem história de internação em UTI por asma, intubação prévia, uso excessivo de broncodilatadores de curta ação, não adesão à medicação de controle e comorbidades.

Quais medicamentos devem ser administrados imediatamente em uma crise asmática grave?

Em uma crise asmática grave, devem ser administrados imediatamente broncodilatadores de curta ação (SABA), corticosteroides sistêmicos e oxigenoterapia para manter a saturação acima de 92-94%.

Quando o brometo de ipratrópio é indicado na crise asmática pediátrica?

O brometo de ipratrópio, um anticolinérgico, é indicado como terapia adjuvante aos SABA em crises asmáticas moderadas a graves, potencializando a broncodilatação.

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